Heuler Andrey-23/3/2011
Heuler Andrey-23/3/2011

O imbatível Coritiba, próximo do título

Time não sabe o que é perder desde novembro de 2010 e conta com sequência de vitórias que já chega a 19 partidas

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2011 | 00h00

A última derrota sofrida pelo Coritiba ficou muito longe. Foi em 27 de novembro de 2010, quando o Guaratinguetá ainda não era Americana e esteve no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, e voltou para casa comemorando o placar de 3 a 2. Mas, para o Coritiba, aquela derrota não teve importância, pois mantinha uma dianteira tranquila no Brasileiro da Série B, sagrando-se posteriormente campeão e conseguindo a passagem para a elite do futebol brasileiro.

De lá até agora, o time somou 24 jogos sem perder - foram 22 vitórias e dois empates. Nas últimas 19 partidas, entre Campeonato Paranaense e Copa do Brasil, nem sequer sentiu o sabor de um empate. Hoje, tem pela frente o Roma, em Apucarana. Entra em campo hoje já sabendo que o Atlético-PR venceu o Paranavaí por 2 a 1, de virada ontem. Assim, vai adiar um pouco o sonho de conquistar antecipadamente o título do Campeonato Paranaense, faltando ainda duas rodadas para o fim do returno.

O recordista de vitórias consecutivas, de acordo com levantamento feito pela assessoria do Coritiba, é o Palmeiras, comandado por Vanderlei Luxemburgo, que conseguiu 21 triunfos em 1996. A sequência de 19 vitórias do Coritiba agrada aos torcedores, que viveram grande frustração no dia 6 de dezembro de 2009, quando uma guerra tomou conta do gramado do Couto Pereira, após empate com o Fluminense e o rebaixamento para a Série B.

O novo Coritiba ressurgiu daquele campo destruído. Um grupo, liderado pelo advogado Vilson Ribeiro de Andrade, que até então era apenas torcedor e hoje é o vice-presidente, deu uma nova filosofia de administração. "Colocamos uma gestão voltada para os resultados", afirmou. A dívida de R$ 37 milhões foi alongada para quatro anos, o que deu tranquilidade para o projeto da conquista do título da Série B. Conseguido o objetivo, a base de jogadores foi mantida, com contratos longos.

O trabalho do então técnico Ney Franco foi reconhecido nacionalmente, com convite para comandar a seleção brasileira sub-20 e coordenar as categorias de base na CBF. Antes de sair, referendou a indicação do técnico Marcelo Oliveira, que, apesar dos 30 anos de ligação com o futebol, foi considerado inexperiente e visto com reservas por parte da torcida. "Tínhamos receio em função da simbiose da torcida e do Coritiba com o Ney Franco", disse o torcedor Gelson Guelmann. "Mas ele (Oliveira) veio e é igual." O técnico disse que procurou apenas trabalhar, porque sabia que qualquer um que sucedesse Ney Franco seria visto com desconfiança.

Para ele, a situação atual do time é um reflexo da parte administrativa e uma consequência da manutenção dos jogadores identificados com o clube e com a torcida. "É um grupo unido, que se entrega muito e gosta do trabalho", elogiou. O entusiasmo reflete-se no número de sócios. Em cerca de um ano e quatro meses, o número saltou de 2,5 mil para aproximadamente 20,5 mil.

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