O líder Vettel dispara rumo ao bi

Red Bull faz dobradinha e sétimo triunfo deixa o piloto alemão com 259 pontos diante de 167 de Webber e 157 de Alonso

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2011 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL / SPA

Sebastian Vettel não soube responder, após a bela vitória no emocionante GP da Bélgica, se a volta do seu veloz ritmo de corrida, semelhante ao das seis primeiras colocações anteriores na temporada, decorreu do avanço do carro da Red Bull ou das características do circuito de Spa-Francorchamps, favoráveis aos modelos projetados pelo diretor técnico da equipe, Adrian Newey. Contrariamente à tradição da prova, ontem não choveu, o que permitiu algumas das mais espetaculares ultrapassagens do ano.

A resposta à questão proposta a Vettel é determinante para o que pode se passar nas sete etapas restantes, a começar pela próxima, dia 11, no veloz traçado de Monza, na Itália, casa da Ferrari, quarta colocada, ontem, com Fernando Alonso, e oitava com Felipe Massa.

Mark Webber, companheiro de Vettel, segundo no GP da Bélgica, confessou a apreensão do time antes da prova. "Havia tensão no grupo. Algumas pistas que também deveriam ser favoráveis à equipe, como Silverstone, acabaram não sendo." Por isso, segundo ele, as várias novidades introduzidas no RB7 durante as "férias" o tornaram mais veloz, a ponto de vencer a McLaren e a Ferrari, para quem havia perdido na Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria. Vettel disse que seu carro se tornou mais rápido onde normalmente não era.

Em seus 11 anos de F -1 Jenson Button, da McLaren, poucas vezes expressou tanto desapontamento. Largou em 13.º e chegou em 3.º. "Se tivesse largado mais à frente, a história poderia ter sido outra." Ele registrou a segunda melhor volta, com 1min50s062, apenas 179 milésimos mais lento que Webber, o mais veloz, e 389 melhor que Vettel.

Acidente. O dado combinado com a segunda colocação de Lewis Hamilton no grid, sábado, atrás de Vettel, mas na frente de Webber, reforça a ideia de que não fosse também Hamilton se envolver em outro acidente, desta vez com Kamui Kobayashi, da Sauber, a Red Bull e a McLaren lutariam pela vitória. O acidente de Hamilton provocou a entrada do safety car, na 12.ª volta, o que ajudou Vettel. O atual campeão do mundo fez seu segundo pit stop e perdeu menos tempo.

Necessitava disso, por realizar três paradas enquanto Webber, duas. O desgaste de pneu era tal para a Red Bull que já na quinta volta Vettel fez o primeiro pit stop. Mas venceu. E a vitória o deixa em condição ainda melhor para ser bicampeão: soma agora 259 pontos diante de 167 de Webber e 157 de Alonso.

Realista. O piloto espanhol foi claro quanto ao que a Ferrari poderia ter feito ontem. "Aqui não daria para pensar em vencer." O espanhol chegou a liderar. "Depois, com os pneus médios, mostramos de novo nossas deficiências." Enquanto utilizou pneus macios, sua velocidade era equivalente à da Red Bull e McLaren.

A natureza do circuito associada às características dos pneus expuseram a perícia dos pilotos. O GP teve ultrapassagens marcantes, como a de Webber em Alonso, a de Vettel em Nico Rosberg e a de Hamilton em Massa. Em Monza não deverá ser diferente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.