O melhor do mundo

Muricy Ramalho pensava enfrentar o melhor time do mundo com marcação individual sobre Messi. O eleito para o serviço: Adriano. Mas o volante se machucou e está fora da decisão. Tentar esse tipo de marcação com Henrique é impossível. Henrique é mais lento do que Adriano e muito mais do que Messi.

Prancheta do PVC, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2011 | 03h04

Impossível, na verdade, é advérbio mais adequado para a hipótese de marcar o Barcelona. Não que o Santos não tenha chance. O Barça perdeu do Inter e só empatou com o Estudiantes aos 43 do segundo tempo. Mas este Barcelona, versão 2011/12, é ainda mais impressionante do que os anteriores. A primeira pergunta a Josep Guardiola depois da vitória sobre o Real Madrid foi: "O Barcelona representa o futuro do futebol?" Guardiola respondeu que não. Só não é pela impossibilidade de repetir no futuro o que o Barcelona faz no presente.

O time atual muda de sistema tático no decorrer do jogo . Contra o Real, começou no 4-3-3, com Daniel Alves lateral-direito e Iniesta ponta-esquerda. Como o jogo não funcionava, Daniel foi para o meio, Puyol virou lateral-direito, com Busquets recuado na zaga. Aos poucos, Daniel Alves virou ponta-direita, Iniesta trocou a ponta pela meia-esquerda e Busquets variou entre as funções de zagueiro e volante. Quando marcava, Busquets recuava o time jogava num 4-3-3. Quando tinha a bola, Busquets ia ao meio-campo, a equipe jogava no 3-4-3. E Messi recua para jogar às costas dos volantes, onde decide os jogos.

A chance do Santos é o Barça achar que o Mundial não vale tanto quanto o clássico contra o Real.

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