''O objetivo é estar à disposição da seleção''

Anderson Varejão: ala-pivô do Cleveland Cavaliers; Jogador começa a decidir hoje, contra o Orlando, o título da Conferência Leste[br]da NBA já pensando em voltar a defender o País

Entrevista com

Bruno Lousada, RIO, O Estadao de S.Paulo

20 de maio de 2009 | 00h00

O ala-pivô Anderson Varejão é um privilegiado. Além de atuar ao lado do genial LeBron James no Cleveland Cavaliers, pode se tornar, em breve, o primeiro brasileiro a ser campeão da NBA. Apesar da possibilidade de entrar para a história, seu pensamento, agora, é um só: vencer a final da Conferência Leste contra o Orlando Magic para garantir vaga na decisão da temporada 2008/2009 da Liga Americana. O primeiro jogo da série melhor de sete será hoje à noite, a partir das 21h30 (horário de Brasília), em Cleveland. Em entrevista ao Estado concedida por e-mail, Varejão falou sobre o duelo com o Orlando, a amizade com LeBron, o futuro da seleção nas mãos de Moncho Monsalve e a troca de comando na Confederação Brasileira de Basquete.O que esperar dessa final de conferência com o Orlando?Uma série muito dura e muito equilibrada. O Orlando tem um time bem armado, de alta qualidade, com bons chutadores de fora, um pivô em excelente fase, Dwight Howard, e armadores inteligentes.Você vive a melhor fase da sua carreira?Sim. Estou confiante, seguro, jogando muitos minutos e conseguindo ajudar a equipe. Isso é fruto do meu trabalho e do suporte que todos na equipe me dão.Já se imagina como o primeiro brasileiro a ser campeão da NBA?Quero ser campeão, mas não estou pensando nisso ainda. Estou concentrado apenas no Orlando Magic, no primeiro jogo contra eles. Como é sua relação com o craque LeBron James?LeBron é um atleta fora de série, mas também um grande companheiro, um bom amigo e um líder dentro do Cleveland. Talvez sua maior qualidade seja a humildade, a maneira como se comporta, mesmo sendo uma estrela da NBA, dentro do grupo e no relacionamento com as pessoas. Somos bastante amigos e gostamos de estar juntos sempre. Como você viu a saída de Gerasime Bozikis, o Grego, da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), depois de 12 anos à frente da entidade?Não me envolvo muito com a parte política. Quando há uma mudança, todos torcemos para que melhore, que venha renovação. Essa é a minha expectativa.Ex-aliado de Grego por 11 anos, Carlos Nunes assumiu a presidência da CBB. Você acredita numa renovação do basquete nacional?Isso é uma resposta que só o tempo vai dizer. Como falei antes, não me envolvo muito em questões políticas, então torço para que a Confederação faça nosso esporte crescer.É a favor da continuação de Moncho Monsalve à frente da seleção brasileira masculina?Não trabalhei com Moncho ainda. Conversei com ele apenas duas vezes e me pareceu uma pessoa séria, um treinador que tem bastante conhecimento. A decisão de continuar ou não é da Confederação, mas, se ele está fazendo um bom trabalho e é bem aceito pelos jogadores, acho que não há motivo para mudanças.Você deve ser chamado para defender a seleção na Copa América de basquete, que começa em agosto. Gostaria de participar? Acha que Leandrinho e Nenê também vão vir? Não posso falar sobre os outros, mas a minha intenção é de estar à disposição da seleção brasileira. Espero que não tenha problemas para me apresentar normalmente e jogar.

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