O ouro que virou prata

Brasil teve o jogo na mão; deu Cuba

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

Uma bola quicou e o Maracanãzinho ficou em silêncio. Depois, só tristeza. Pelo ouro que virou prata, pelo sonho que virou pesadelo. Em jogo em que sobraram emoção e garra entre duas equipes, a seleção brasileira feminina de vôlei, que teve seis match points, perdeu a decisão para Cuba por 3 sets a 2 (25/27, 25/22, 22/25, 34/32 e 17/15).A dor estava estampada nos rostos das jogadoras do Brasil após o jogo e na premiação. Mas a imagem mais marcante foi a da levantadora Fofão: cabeça baixa quase colada ao peito, respondeu a perguntas com evidente sacrifício. Foi a maior decepção da sua vida?, lhe questionaram? ''''Eu não diria isso, mas sem dúvida dói muito.''''O técnico José Roberto Guimarães defendeu a atleta, quando lhe perguntaram se não seria negativo para o restante do time tamanha demonstração de abatimento. ''''Jogadora de caráter se abala em situação assim, esperava este tipo de comportamento dela'''', afirmou.Zé Roberto não foi poupado. Um cubano quis saber por que a equipe perde torneios de nível mundial. ''''O Grand Prix não é competição de nível mundial?'''', devolveu o treinador, para lembrar que, desde que assumiu chegou a 12 decisões e só perdeu duas. Mais tarde chegou mais perto do motivo para a derrota. ''''Cuba fez dois fundamentos melhor do que a gente: o ataque e o bloqueio.'''' Mas ressaltou sua opinião sobre o ponto final. ''''A bola caiu do meu lado e digo que foi fora.''''O jogo foi equilibrado do começo ao fim, exceção do primeiro set, quando as abriram vantagem de mais de quatro pontos. No resto do jogo, as equipes se revezavam em bons e maus momentos. O Brasil chegou a ter quatro match points no quarto set e dois no tie-breaker. Mas foi Cuba quem fez a festa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.