O passe ou o gol

Hoje deve ser o dia da consagração de Messi. Na história dos prêmios de melhor do mundo, desde o início da Bola de Ouro da France Football em 1956, ou da Fifa, em 1991, nunca alguém ganhou quatro troféus seguidos, como pode acontecer hoje com o craque argentino.

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2013 | 02h09

Autor de 91 gols entre janeiro a dezembro de 2012, Messi merece o prêmio. Entre os três candidatos, Messi e Cristiano Ronaldo são sinônimo de gol. Messi não é só isso, mas chegou aos 50 gols em um único Campeonato Espanhol, sendo que o recorde até 2011 era 38 tentos. Cristiano Ronaldo quebrou essa marca, fazendo 40 gols na temporada 2010/11. Ele também é gol. Dos três, Iniesta é o passe.

A crítica adora o passe, o público gosta mesmo é de gol. E o que é mais importante? Quem faz a assistência precisa, ou quem faz a bola tocar a rede? Historicamente, o gol é mais importante. Mas num tempo em que tanta gente desperdiça a bola, o passe vira requinte.

Então, atenção. Enquanto a maior parte de nós preza o passe como fundamento essencial, a Liga Espanhola perde a primazia do toque preciso, mas elege os três melhores do mundo. Na Espanha, há 663 passes certos por jogo, contra 697 da Inglaterra e 664 da Alemanha.

Ingleses e alemães são também recordistas de finalização, com a Espanha abaixo também da Itália. O passe é importante, o gol também, mas fundamental é a impressão que cada país passa de seu futebol. A Espanha é soberana nesse aspecto. Tem os três candidatos a melhor do mundo.

Digamos, então, que o mundo votou na Espanha. E hoje apontará se prefere o passe de Iniesta, o gol de Cristiano Ronaldo. Provavelmente, prefere o passe e o gol, requisitos de Messi, quem sabe o único tetra melhor do planeta.

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