O que importa é ver a corrida

Paixão pelo automobilismo faz fãs assistirem ao GP do Brasil na laje de uma casa ou no luxo do hospitaly centre

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

22 de outubro de 2007 | 00h00

As cifras e algumas centenas de metros os separam. A paixão pela Fórmula 1 os aproxima. Não importam as condições. Seja na simplicidade e animação em cima da laje de um sobrado com vista para a pista do Autódromo ou no luxo do hospitality centre mais concorrido de Interlagos, o que vale é poder aproveitar ao máximo a oportunidade de ficar bem perto dos pilotos e carros e se divertir.É o caso do trio estrangeiro formado pelo equatoriano Marcelo Arboreda, pela peruana Miriam Nava e o mexicano Ismael Saucedo. Como o trio é apaixonado por automobilismo e está passando férias em São Paulo, tentar acompanhar a decisão do título da temporada da Fórmula 1 parecia uma boa pedida. ''''Mas quando chegamos aqui não encontramos ingressos'''', conta Miriam.A salvação apareceu quando o grupo avistou, da Avenida Interlagos, os guarda-sóis no topo do sobrado amarelo de Gilmar Monadia, que todos os anos recebe pessoas em sua casa para ver o GP. O esquema é simples, mas eficiente. ''''No dia do treino de classificação o preço para entrar é R$ 20,00 e no dia da corrida R$ 70,00. A latinha de cerveja e o espetinho de churrasco (acompanhado de farofa) custam R$ 2,50 a unidade'''', explica o empresário.As outras atrações são uma TV de 29 polegadas, um aparelho de som e alguns objetos de decoração como capacetes e carrinhos de corrida. Com vista para a Curva da Junção, o trio estava satisfeito. ''''Já que não conseguimos ingresso, aqui está muito bom'''', dizia Arboreda. Saucedo concordou e complementou. ''''E viva o México!'''' (apesar do país não ter piloto na Fórmula 1), com um espetinho na mão.Ao lado, estavam os brasileiros Wagner Belissario, Marcos Rodrigues e Juliano Faria, todos comerciantes de automóveis em Registro. Também aprovaram o esquema. ''''Já que não conseguimos ingressos, foi uma forma de se divertir e curtir a Fórmula 1 sem gastar muito dinheiro'''', explica Belissario.CLIENTES VIPSO contraste é visível com o hospitality centre mais concorrido da Fórmula 1. E como diz a propaganda, estar no melhor lugar de Interlagos não tem preço. As entradas não são vendidas e sim oferecidas a clientes especiais de uma distribuidora de combustíveis que, inclusive, traz pessoas de outros países. O venezuelano Mariano Mantione não pagou nem a viagem de avião. Estava fascinado. ''''Tudo é ótimo. O local, o barulho dos carros, estou adorando.'''' Mas a principal atração não é o sofisticado bufê do brunch, com queijos importados e salmão defumado, oito tipos de sobremesas mais vinhos, whisky ou champanhe à vontade, nem a localização do mezanino que dá visão para a pista e os paddocks.''''O melhor de tudo é ver os pilotos da Ferrari de perto'''', garante o colombiano Eugenio Jaramillo.''''No sábado, foi o Kimi e daqui a pouco chega o Massa'''', contava o também venezuelano Pascual Tufano.Semelhança entre os dois grupos, só o amor pelo automobilismo e o palpite antes da corrida: vitória de Felipe Massa.

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