O renascimento de Felipão

Ao apito final, técnico se ajoelhou em agradecimento. Ele voltou a ser campeão após dez anos

Daniel Akstein Batista e Daniel Batista - Enviados especiais, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2012 | 03h05

CURITIBA - Comemorar um título não é nenhuma novidade para o experiente Luiz Felipe Scolari, mas a conquista de ontem teve um gosto especial para ele. O treinador não conseguiu apenas recolocar o Palmeiras de volta ao topo como também se reergueu com a taça da Copa do Brasil. E com o apito final ele se ajoelhou em campo e fez o sinal da cruz, em agradecimento a uma campanha impecável do time na Copa do Brasil, campeão invicto: oito vitórias e três empates.

Felipão sabia o que o resultado de ontem significava para ele e jogou com o time os 90 minutos. Apesar de ter um banco à disposição, não se sentou em nenhum momento.

Em sua área técnica, gritou, esbravejou, passou instruções aos jogadores e também passou muito nervoso com a pressão do Coritiba.

Quando Betinho errou um gol incrível após cruzamento de Marcos Assunção, Felipão levou as mãos à cabeça, incrédulo. E quando achou que seu atleta havia recebido falta, mas o árbitro apenas marcou lateral para o Coritiba, não teve santo que o segurasse calmo. Reclamou tanto que levou uma dura do juiz Sandro Meira Ricci.

O segundo tempo não foi mais tranquilo para Felipão. Mal acreditou no gol de Ayrton, mas comemorou muito o cabeceio de Betinho, jogador que só veio ao Palmeiras por sua insistência: a diretoria não queria trazer um atleta desconhecido, mas o treinador bateu de frente e lembrou que não teria nenhum substituto para Barcos.

O gol de Betinho, aos 20 minutos da etapa final, transformou o banco de reservas do Palmeiras num palco de festas e mal se via Felipão no meio de tanta gente pulando e vibrando.

MUITO TRABALHO 

O treinador teve de trabalhar bastante ontem. Não esperava, por exemplo, a lesão de Thiago Heleno ainda no primeiro tempo e, dentre as opções, preferiu colocar Leandro Amaro no lugar - a outra alternativa seria recuar Henrique para dar chance a Márcio Araújo. O volante, no entanto, só entrou no time quando o resultado era 1 a 1.

Em toda a competição Felipão soube motivar sua equipe e ontem não foi diferente. Não sossegou até o apito final. Seus gritos de instrução duraram até o último minuto. E aí ele respirou aliviado: fazia 10 anos que ele não ganhava algo de expressão, desde a Copa do Mundo na Ásia. "Este título é para ele. Ele merece pelo trabalho que foi feito desde o início do ano", disse o meia Daniel Carvalho.

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