O ressurgimento da 'Família Scolari'

Comissão que estará junto com o técnico deve ter muitos nomes do penta na Copa de 2002

Luiz Antônio Prósperi, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h08

SÃO PAULO  - A nova comissão técnica da seleção brasileira deve ter a maioria dos assessores de Luiz Felipe Scolari na campanha do penta na Copa do Mundo de 2002. O treinador costuma se cercar de homens de sua confiança e não permite a entrada de um intruso imposto pelo alto poder da CBF.

É a volta da "Família Scolari" que fez sucesso no Mundial da Coreia do Sul e Japão há dez anos. A maior novidade é a presença de Carlos Alberto Parreira na função de coordenador técnico. Em 2002, o cargo foi ocupado por Antônio Lopes, um veterano treinador que tinha livre trânsito no futebol carioca.

Parreira vai ser o braço direito de Felipão. Flavio Murtosa, o baixinho bigodudo, será o auxiliar imediato do novo chefe da seleção. Os dois trabalham juntos desde 1995 quando apareceram de fato para o futebol no comando do Grêmio.

Paulo Paixão, preparador físico do Grêmio e cobiçado pelo Internacional, tem também a preferência de Felipão. Paixão estava na comissão técnica na Copa de 2002. Ele também trabalhou nos Mundiais de 1994, 2006 e 2010.

Carlos Pracidelli, preparador de goleiros, é outro nome certo na equipe de Luiz Felipe Scolari. Pracidelli conquistou a confiança do treinador quando colocou Marcos, goleiro do Palmeiras, em forma e fez dele um dos protagonistas em 2002. O preparador acompanha Felipão desde 1997, quando se encontraram na comissão técnica do Palmeiras.

O médico José Luiz Runco, que estava no grupo de Mano Menezes e foi demitido por José Maria Marin, também deve voltar à seleção. Felipão tem uma gratidão por Runco, artífice da recuperação de Ronaldo Fenômeno na preparação para o Mundial de 2002. Runco ainda foi importante para deixar Rivaldo em forma naquela Copa - o jogador corria risco de sofrer uma cirurgia no joelho. Se depender só de Felipão, o médico tem cadeira cativa na comissão técnica.

Surpresa. A maior novidade no colegiado de Luiz Felipe Scolari pode ser Milton Cruz, supervisor de longa data a serviço do São Paulo. Ele entraria no time de Felipão como um observador de jogadores, trabalho que exerce no clube paulista com bom relacionamento com outros clubes. Marin, são-paulino roxo, gostaria de ver um representante do seu clube de coração na comissão técnica da seleção.

O presidente da CBF deu carta branca para Felipão formar seu grupo. Salvo alguma surpresa de última hora, os homens de confiança do treinador ocuparão os principais cargos da comissão.

Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da seleção desde 2002, também vai continuar na função. Profissional de extrema confiança do ex-presidente Ricardo Teixeira, tem livre trânsito e boa aceitação dos grandes veículos de comunicação do País. Paiva, segundo Felipão, foi peça importante na conquista de 2002.

LUIZ FELIPE SCOLARI

Currículo: Penta com a seleção na Copa de 2002; com Portugal, foi vice da Eurocopa (2004) e 4.º colocado na Copa de 2006. Ganhou ainda um Brasileirão, duas Libertadores e quatro Copas do Brasil.

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