O rico contra o pobre no Morumbi

São Paulo, dono do maior patrimônio entre os clubes brasileiros, encara, às 18h10, o endividado Botafogo

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

19 de julho de 2008 | 00h00

Na tabela do Campeonato Brasileiro, o São Paulo começa a disputar uma posição no topo, enquanto o Botafogo luta para afastar-se da zona de rebaixamento. As equipes que se enfrentam hoje, às 18h20, no Morumbi, apresentam realidades muito distintas também quando o assunto é finanças. Segundo um estudo recente da Casual Auditores, o Tricolor é o clube mais rico do País. Os cariocas, por outro lado, passam por uma das maiores crises financeiras da Série A. O São Paulo é o time que mais lucra no futebol brasileiro. Em 2007, teve receita total de R$ 190,1 milhões - o Internacional vem em segundo com R$ 155,9 milhões. As negociações de jogadores e as cotas pagas pelas TVs para transmissão das partidas respondem por mais de 60% do faturamento. Hernanes e Alex Silva (ver matéria ao lado), prováveis próximas transferências, são duas das peças da lucrativa engrenagem são-paulina. Parte do dinheiro da venda dos jogadores é investida na contratação de reforços. O resultado é uma rotina de títulos nos últimos anos (campeão brasileiro de 2006 e 2007 e da Libertadores e do Mundial de 2005) e o maior patrimônio líquido entre os 21 clubes analisados: R$ 222,5 milhões. Já o Botafogo não vence um título importante desde o Brasileiro de 1995. A baixa competitividade em campo reflete uma situação econômica precária: é um dos clubes da Série A que menos lucram - na verdade, tem um déficit de R$ 209,7 milhões. Mesmo com a concessão de um grande estádio como o Engenhão, tem o menor patrimônio líquido: em torno de R$ 169,8 milhões. Sem dinheiro, fica complicado almejar lugar em uma competição sul-americana. Sem dinheiro, é difícil revelar talentos que possam ajudar em campo e nas finanças. O último deles talvez tenha sido André Lima. O atacante voltou da Alemanha. Por ironia do destino, assinou contrato com o São Paulo.

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