Divulgação
Divulgação

O Rio vai tremer os lutadores do UFC: Shogun, Anderson e Minotauro

Trio é o destaque do UFC 134, que volta ao Brasil após 13 anos. Mais de 15 mil espectadores vão lotar a Arena Multiuso

Sílvio Barsetti e Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2011 | 00h00

RIO - O UFC Rio vai marcar a volta do maior evento de MMA (Artes Marciais Mistas, em inglês) ao Brasil, no próximo sábado. Treze anos atrás, em outubro de 1998, a primeira edição do evento no País mobilizou oito mil pessoas no Ginásio da Portuguesa, em São Paulo. Hoje, o MMA é um fenômeno de bilheteria.

Veja também:

linkDana White, o 'Don King branco' do UFC 

Em 17 de junho, 14 mil ingressos foram vendidos via internet em menos de uma hora. O preço variava entre R$ 275 e R$1.600,00. Uma pequena carga voltou a ser comercializada na quinta-feira e tudo se esgotou em apenas 18 minutos.

Palco de shows, como o da cantora Amy Winehouse, que morreu recentemente, e uma das instalações da Olimpíada de 2016, a Arena Multiuso, localizada em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, vai receber os maiores lutadores do mundo, aqueles com domínio em diversas modalidades de luta.

Os hotéis no entorno da região já estão com todas as reservas tomadas e a expectativa é grande principalmente pela luta principal da noite, na qual estará em disputa o cinturão do peso médio entre o atual campeão, o paranaense Anderson Silva, e o japonês Yushin Okami. "O povo do meu país está sofrendo bastante (por causa da tsunami no Japão em março). Seria muito importante levar esse título para casa."

Anderson é considerado o melhor lutador do mundo da atualidade e recordista de vitórias seguidas. Conta com o apoio de uma torcida apaixonada para se manter no topo. "Estou muito feliz e motivado. Pressão? Não sinto mesmo. Treino há muito tempo, e com os melhores do mundo."

A edição brasileira do Ultimate Fighting Championship (UFC) terá ainda como destaques os confrontos entre Maurício Shogun e Forrest Griffin e Rodrigo Minotauro e Brendan Schaub.

A história dos Gracie

Fundado em 1993 pelo brasileiro Rorion Gracie, o UFC era mais conhecido como vale-tudo e tinha como objetivo principal provar que o jiu-jítsu brasileiro era a mais eficiente entre todas as modalidades de luta. Cada atleta enfrentava no mínimo três adversários em uma única noite, sem regras e categorias de peso. O ex-senador americano John McCain chegou a definir esses eventos como uma "briga de galo humana".

Nas mãos dos irmãos Fertitta, que adquiriam a marca em 2001, o UFC se reestruturou. Hoje, produz em média 12 eventos por ano, distribuídos por televisão a cabo e satélite dos EUA para mais de 135 países. Cerca de 597 milhões de lares acompanham cada edição.

Os lutadores do UFC se enfrentam em três assaltos de 5 minutos cada. Nas decisões de títulos, duelam em cinco assaltos. Eles misturam técnicas de boxe, luta olímpica (estilo livre e greco-romana), judô, tae kwon do e outras modalidades tradicionais como jiu-jítsu, caratê, kickboxing, sumô, kung-fu e muay thai.

Os principais critérios para a avaliação dos árbitros são a agressividade, contundência em pé e domínio no chão.

Atualmente, vários golpes são proibidos e há 32 regras estabelecidas para os lutadores, divididos em sete categorias de peso. Apesar dos ataques violentos que deixam o público em êxtase, o UFC não permite, por exemplo, cabeçada, mordida, chute na cabeça do adversário quando ele está no chão, e que o rim do oponente seja atingido com o calcanhar. Puxar o cabelo ou colocar o dedo no olho do outro lutador também implicam em punição.

Durante o evento, cinco médicos ficam ao lado do ringue coordenados por um especialista em eventos esportivos de combates. Quatro cutmen (especialistas em ferimentos leves) acompanham os atletas dentro do ringue. Além disso, duas ambulâncias ficam à disposição dos lutadores com um time de paramédicos ao longo de todo o evento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.