O sacrifício para vê-lo na China

Os pais de César Cielo tiveram de vender um carro para ver o filho ganhar uma inédita medalha de ouro para a natação brasileira na Olimpíada de Pequim. Pouco mais de um mês depois, o técnico de Daniel Dias, Márcio Rojas, passa por situação semelhante. A condição de maior medalhista do Brasil no Parapanamericano do Rio, ano passado - foram oito ouros - não foi suficiente para que o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) se convencesse da necessidade de credenciar o treinador do nadador para a Paraolimpíada. Rojas conta que não se conformou. Segundo ele, o CPB alegou que não tinha condições de credenciar todos os treinadores. "Decidi que iria de qualquer jeito, nem que vendesse o carro", diz. O treinador conseguiu apoio da iniciativa privada de Bragança Paulista, que o ajudou a financiar a viagem. O problema, porém, não estava de todo solucionado porque ainda era necessário conseguir ingressos para ver as competições no Cubo d?Água. Alguns foram comprados e o CPB conseguiu outros, não sem alguma dificuldade. A assessoria de imprensa da entidade foi procurada, mas não houve retorno.

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