O Santos não pára de dar vexame

Time perde para o Barueri, em plena Vila Belmiro, e alguns torcedores tentam invadir sala de Marcelo Teixeira

Martín Fernandez, O Estadao de S.Paulo

01 de fevereiro de 2008 | 00h00

O buraco em que o Santos se meteu se mostra mais fundo a cada rodada do Campeonato Paulista. Ontem, o time apanhou do Barueri: 2 a 1, em plena Vila Belmiro, resultado que o deixa na zona de rebaixamento. A torcida, que até então limitava seus protestos ao presidente Marcelo Teixeira, passou a atacar o treinador Emerson Leão.Um grupo mais afoito de torcedores tentou invadir a sala da presidência. Eles tiveram que ser contidos por seguranças do clube, que usaram spray de pimenta. Ninguém ficou ferido.O Santos pediu até à Federação Paulista de Futebol (FPF) para que o árbitro Otávio Corrêa da Silva fizesse exame antidoping. A alegação é que ele estava "sonolento" durante a partida. O juiz se recusou.Após o jogo, Teixeira garantiu que o técnico Emerson Leão segue no cargo. "O projeto continua", declarou o cartola. "Mas vamos contratar dois ou três reforços em breve", prometeu.Leão foi na contramão do chefe: "Não adianta falar em contratação, que vai ser muito difícil agora. Temos que aprender a trabalhar com o que temos."O técnico também reclamou muito da arbitragem. "Se ele estivesse num dia normal, o resultado teria sido outro", chiou. "Eu nunca vi anular um pênalti como o que ele anulou hoje." E fez questão de defender seus jogadores. "Os meninos correram o tempo inteiro", disse.A derrota de ontem - terceira em cinco jogos na competição - foi o desfecho trágico para uma semana turbulenta na Vila Belmiro: o contrato de gaveta de Alemão, o novo round da briga entre Fábio Costa e Leão..."Tem muita coisa errada, vamos ter que conversar e acertar", declarou o volante Rodrigo Souto após o jogo. "Não é hora para ficar falando", reclamou o zagueiro Adailton.Para piorar, o Santos ainda não contou com a sorte ontem No primeiro tempo, teve mais posse de bola e mais chances, mas deu muito espaço ao Barueri, que abriu o placar com um golaço de Alex Maranhão.No segundo tempo, o time perdeu Kléber, lesionado. Rodrigo Tabata entrou em seu lugar e, no primeiro minuto, sofreu um pênalti. Na primeira cobrança, bola na rede. O árbitro Otávio Corrêa da Silva mandou repetir, alegando que o goleiro Renê estava atrás da linha do gol. Na segunda, Renê defendeu.O desastre culminou com o gol de Thiago Humberto, já nos acréscimos. Tabata ainda descontou, mas as vaias não cessaram. Crise total.JOGO ADIADOA partida entre Guaratinguetá e Paulista, que seria realizada ontem, foi adiada por causa da chuva que castigou Guaratinguetá. O jogo deve ser disputado hoje, às 15h.

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