O segredo do líder

O técnico Cuca não tem papas na língua para dizer qual o melhor reforço do Atlético neste ano de 2012. Elogia o centroavante Jô abertamente, sem desmerecer o bom futebol apresentado por Ronaldinho até aqui. Taticamente Jô faz muita diferença para Cuca. No Campeonato Mineiro, o centroavante André tinha mobilidade, fazia gols, mas não prendia a bola no ataque, como faz Jô. O comando do ataque é um problema resolvido.

Paulo Vinícius Coelho,

23 de julho de 2012 | 03h05

Quando Ronaldinho chegou, muita gente questionou se não seria escalado do lado esquerdo e se isso não afastaria de sua função o garoto Bernard, 19 anos. Cuca foi definitivo em sua primeira resposta: "Ronaldinho vai jogar por dentro." É onde está jogando.

Por que o treinador tinha tanta certeza sobre Ronaldinho e comemorou tanto a presença de Jô? Porque conhece os problemas do time. E os conhece, porque assumiu em agosto do ano passado, em crise, no 14.º lugar. Primeiro Cuca ajudou a sair do atoleiro. Depois, fez aquilo em que mais se destacou nos últimos anos. Montou a equipe, como fez no São Paulo 2004, base para o título mundial de 2005, no Botafogo 2007, no Flamengo 2009, campeão carioca e, mais tarde, campeão brasileiro sob o comando e Andrade. Cuca é bom nisso.

O Atlético já é campeão mineiro, só perdeu em casa duas vezes, para Corinthians e Cruzeiro, desde a chegada de Cuca e só foi derrotado duas vezes em 2012. Nas primeiras 11 rodadas, tem a melhor campanha da história dos pontos corridos, com um gol a mais de saldo do que o Corinthians do ano passado. Os cruzeirenses argumentam que em 2003 Vanderlei Luxemburgo poupava titulares nesse período do torneio, porque disputava também a Copa do Brasil. Verdade. Mas é impossível não prestar atenção ao Atlético de hoje.

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