Márcio Fernandes/Estadão 
Márcio Fernandes/Estadão 

'O título está tão próximo e não quero falhar'

Brasileiro demonstra confiança para conquista do Mundial na última etapa, que será realizada no Havaí

Entrevista com

Gabriel Medina

Paulo Favero - Enviado especial a Peniche, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 07h00

O surfista Gabriel Medina tem a chance de conquistar o primeiro título mundial na elite do surfe para o Brasil diante de dois ex-campeões no templo sagrado do esporte, o Havaí. Ciente das dificuldades, porém confiante, o atleta, de 20 anos, diz em entrevista ao Estado que a pressão diminuiu, mas sabe que não pode falhar na etapa.

Em algum momento você imaginou que com apenas 20 anos estaria indo para o Havaí disputar o título com um tricampeão como Mick Fanning e o melhor surfista da história, Kelly Slater?

Nunca imaginei isso. Estarei em Pipeline competindo com Kelly e Mick, numa decisão de título mundial. Eles sempre foram meus ídolos, tenho enorme respeito, mas minha vontade continua a mesma, que é trazer o título para o Brasil. Espero que dê certo.

Você recebe frequentemente elogios dos dois. O pode falar sobre eles?

O Kelly é uma lenda do surfe, sempre vai ser lembrado pelo que fez, foi 11 vezes campeão mundial, é um exemplo de atleta e continua sendo, mesmo aos 42 anos. Tanto que ainda está brigando pelo título. É um cara que me serviu de inspiração. O Mick é a mesma coisa. Já foi três vezes campeão mundial, é muito focado e determinado, já tive um contato mais de perto com ele porque somos patrocinados pela mesma marca, então quando têm as etapas, a gente acaba ficando na mesma casa. Temos um convívio mais de perto e admiro ele como pessoa e atleta.

Ele já esteve com você no Havaí para a disputa da competição. O que aprendeu com ele?

No ano passado assisti à vitória dele na conquista do título mundial de perto, vivenciei o dia a dia e foi legal, foi inspirador. Já surfei bastante a onda de Pipeline, já tive um resultado bom lá e vou quase um mês antes da competição, pois quero testar minhas pranchas e estar preparado.

De favorito ao título mundial, agora três estão na briga e você é o menos experiente. Como vai lidar com a pressão?

Eles têm mais experiência que eu nessa última etapa e acho que a pressão aumenta mais para o lado deles. Eu não tenho nada a perder. Estou na disputa, mas fiz meu trabalho e vou continuar fazendo. Vou dar meu máximo no Havaí, tenho 20 anos e sei que tenho tempo para caramba para conseguir esse título. Vou acreditar até o fim, fazer o que for possível, mas sem pressão.

O título ficou mais distante?

Com certeza não. Estou liderando ainda, eles precisam passar mais baterias que eu, então só dependo de mim e não vou pensar neles. Quero fazer o melhor, pois o título está tão próximo e não quero falhar.

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