O torneio dos descontentes

Times paulistas lançam competição dissidente da CBB

Heleni Felippe, O Estadao de S.Paulo

26 de fevereiro de 2008 | 00h00

Dois anos após a frustrada tentativa de Oscar Schmidt de criar uma nova organização para o basquete brasileiro - a Nossa Liga -, foi lançada ontem a Supercopa, com o mesmo objetivo. A competição, criada pela Associação de Clubes de Basquete (ACB), tem oito times paulistas "rebeldes", descontentes com a gestão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) - como ocorreu com o Clube dos 13 do futebol, que em 1987 criou e controlou a Copa União, competição nacional.A ACB fará um torneio só com paulistas, mas quer ser uma liga, com chancela da CBB. O que parece um sonho, já que o racha entre os clubes e CBB está cada vez mais caracterizado. O modelo são as ligas da Europa, dos EUA e da Argentina. Cássio Roque, presidente da ACB, disse que os conceitos são os mesmos da Nossa Liga, "mas agindo com mais razão". "No futuro, vamos ter a adesão de outros Estados", confia. "A idéia é termos 12, 16 times, divisões, acesso e descenso", observa Hélio Rubens, técnico de Franca.Bauru foi convidada com Franca, Limeira, Pinheiros, Assis, Paulistano, Araraquara e São José dos Campos. A Ulbra/Rio Claro, que está inscrita no Nacional, não disputará a Supercopa como o Estado adiantou. O time está inscrito no Nacional e o contrato da CBB com a TV não permite que dispute outro torneio.A Supercopa terá turno e returno, com o double-game - jogos duplos, em dias seguidos, entre mesmos times - e playoffs (melhor-de-cinco) nas semifinais e final. A Federação Paulista de Basquete (FPB) apóia com infra-estrutura (tribunal, arbitragem, etc). "É o que a CBB poderia fazer e cuidar das seleções, deixando a liga para os clubes", diz Roque. Procurada, a CBB não se manifestou.

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