O ''''trauma'''' de Luxemburgo

Técnico não costuma ir bem em torneios mata-mata

Juliano Costa, O Estadao de S.Paulo

27 de fevereiro de 2008 | 00h00

Para Vanderlei Luxemburgo, a Copa do Brasil é mais uma chance de superar seu "trauma" em competições no sistema mata-mata. Ele coleciona sete títulos paulistas e cinco brasileiros, mas tem retrospecto ruim em torneios eliminatórios. Em 10 participações na Copa do Brasil, Luxemburgo conquistou o título apenas em 2003, com o Cruzeiro. Ele foi vice com o Palmeiras (1996) e o Corinthians (2001). Foi semifinalista em outros dois anos, mas parou nas oitavas-de-final por três vezes.O maior vexame aconteceu em 2002, com o Palmeiras que dirigia à época eliminado na primeira fase pelo ASA de Arapiraca (AL), no Palestra Itália. "Aquela partida é uma lembrança desse estádio que ainda me dói muito", disse. Com o Palmeiras, o técnico nunca conquistou um título em mata-mata. A Libertadores também é um tormento - ele nunca venceu.A única experiência bem-sucedida do treinador num mata-mata pelo Palmeiras foi na fase final do Brasileiro de 1994, quando o time foi campeão depois de eliminar Bahia (quartas), Guarani (semifinal) e Corinthians (na final). Ele ainda conquistou outros três títulos pelo Palmeiras com decisões no fim, mas sempre vindo de quadrangulares ou octogonais.Nem com o Real Madrid Luxemburgo teve sucesso. Em 2005, foi eliminado pela Juventus nas oitavas da Copa dos Campeões. Na mesma fase, caiu na Copa do Rei (para o Valladolid). Com a seleção, ganhou a Copa América de 99, mas, na Olimpíada de 2000, caiu nas quartas.

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