Abelardo Mendes Jr./rededoesporte.gov.br
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‘Objetivo é conseguir brigar com chineses’, projeta Hugo Calderano

Em sexto lugar no ranking mundial do tênis de mesa, brasileiro é o não asiático mais bem colocado atrás de rivais da China e Japão

Entrevista com

Hugo Calderano

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2019 | 04h30

Hugo Calderano é o melhor não asiático no ranking mundial do tênis de mesa. Ele está na sexta posição, atrás de quatro chineses e do japonês Tomokazu Harimoto. Com vontade de mostrar serviço, ele chega aos Jogos Pan-Americanos de Lima em busca da vaga olímpica dada para o campeão individual no Peru.

Qual é sua expectativa para a disputa do Pan?

A expectativa da torcida e de todo mundo no Brasil é alta, não só em relação a mim, mas também à equipe. Chegaremos como favoritos, mas tento não pensar nisso. Sei que há uma responsabilidade, mas estou acostumado a lidar com ela. Vou disputar essa competição como as outras.

Quem são seus adversários?

Os mais fortes serão o Gustavo Tsuboi e o Kanak Jha, dos EUA. Mas há vários outros que podem fazer jogos complicados, como argentinos, paraguaios e porto-riquenhos. Estão todos em um nível próximo e evoluíram muito.

Como foi sua preparação para chegar bem em Lima?

Não pude fazer uma preparação específica. A ideia era essa, treinar um mês antes do Pan em intensidade mais alta. Mas não foi possível por causa do calendário internacional. Um ano antes da Olimpíada, o ranking se torna ainda mais importante. Então, tive de participar de torneios e fiz uma preparação diferente para o Pan. Chego com ritmo de jogo bem alto vindo dessas disputas.

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No ranking, você é o não asiático mais bem colocado. Como vê sua evolução no tênis de mesa?

Acho que, desde que entrei no Top 10, tive de melhorar minha regularidade. Estou satisfeito. Tenho conseguido jogar bem em quase todos os torneios. E, quando você chega mais perto do topo, fica mais difícil ver o que tem melhorado. No início, é fácil ver quando sobe, vê tudo em números. Mas acho que tenho evoluído meu jogo como um todo, fisicamente e tecnicamente. 

Acha possível subir degraus e conseguir encarar os chineses?

Sim. O objetivo é conseguir brigar com eles. Infelizmente, para o nosso esporte, poucos conseguem ganhar dos chineses.

Que parte do seu jogo ainda precisa ser melhorada para isso?

Ainda tenho muito a melhorar. Comparado a outros atletas de alto nível, comecei no tênis de mesa tarde, com 8 anos. E em alto nível bem tarde também. Então, acho que tenho muito a evoluir com mais horas de treino. Com mais tempo de trabalho, tenho chances de conseguir brigar com os chineses.

Como é se manter por tanto tempo no top 10 mundial?

A concorrência está alta. Tem muitos jogadores, até mesmo fora do top 100. Então, é importante manter a regularidade. Mas acho também que é importante jogar bem nos momentos-chave, como Mundiais e Olimpíada.

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