Obras no Morumbi custarão R$ 300 mi

É o orçamento do São Paulo, que recebeu com surpresa e alívio as primeiras manifestações positivas da Fifa

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

O São Paulo e o Comitê Organizador Paulista da Copa de 2014 receberam com surpresa - e muito alívio - os primeiros elogios do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, ao Morumbi. "Foi uma alegria, com certeza é melhor saber de elogios do que de críticas", disse o diretor de marketing tricolor, Adalberto Batista. "É um prêmio à insistência", comemorou o presidente do comitê, Caio Luiz de Carvalho. "A entidade percebeu o comprometimento do clube e de São Paulo em atender todas as exigências."

Na última vez em que Valcke havia se pronunciado, a menos de um mês, disse que a cidade e o clube deveriam colocar mais dinheiro no projeto para conseguir atender às exigências da Fifa. Não foi o caso, garantem os representantes do São Paulo e do comitê.

O clube trabalha com o orçamento do Morumbi na casa dos R$ 300 milhões, o mesmo das últimas atualizações - R$ 70 milhões a mais, porém, do que a primeira proposta de reforma do estádio. Pelo menos metade das obras será paga com empréstimo do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O órgão estatal, no entanto, ainda não liberou a verba, pois exige uma instituição bancária intermediária para sacramentar o acordo.

"A consolidação das obras do entorno nos possibilitaram projetar o rebaixamento do campo e tenho certeza que isso facilitou", explica Batista. Foi a primeira vez que os arquitetos alemães da GMP contratados pelo São Paulo puderam desprezar a existência de um córrego que passa embaixo do gramado do estádio e projetar um rebaixamento de até 3 metros, como o Estado antecipou na edição da última quarta-feira.

O córrego será canalizado como parte de obras que visam a diminuir as enchentes na região, como a construção de um "piscinão" nas imediações do estádio. Ao todo, são 19 projetos - ao custo total de R$ 34 bilhões - que já estavam planejados, mas foram antecipados para fazer as melhorias necessárias para receber uma Copa do Mundo.

O clube considera decisiva também na aprovação do estádio uma inspeção feita por técnicos da Fifa no início da semana. "Eles puderam ver in loco o andamento do projeto", conta o dirigente são-paulino. "Quando é comparado com os demais prováveis palcos da Copa, é fácil perceber que o Morumbi está bem à frente na execução das obras."

Copa das Confederações. O São Paulo garante que, mesmo com as várias mudanças, o estádio estará totalmente pronto até o final de 2012, um ano e meio antes do Mundial. O Morumbi será fechado apenas por dois meses no início daquele ano para a colocação da cobertura, rebaixamento do campo e construção de um anel de arquibancadas que vá até a beira do gramado. "Queremos ser o palco principal da Copa das Confederações de 2013", planeja o diretor de marketing são-paulino.

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