Jonne Roriz/Exemplus/COB
Jonne Roriz/Exemplus/COB

Organização do Pan vê ato de patriotismo e libera continência

Odepa aprova atitude de atletas brasileiros no pódio

MARCIO DOLZAN / ENVIADO ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2015 | 13h41

A Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) posicionou-se pela primeira vez, nesta sexta-feira, sobre a polêmica envolvendo atletas brasileiros que vêm prestando continência na cerimônia de entrega de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Para a entidade, o ato é apenas uma demonstração de respeito e, por conta disso, poderá continuar sendo feito até o fim da competição.

Desde o início dos Jogos, praticamente todos os atletas brasileiros contratados pelas Forças Armadas - são 123 no Pan - que sobem ao pódio vêm prestando continência no momento de execução dos hinos, mesmo que não seja o do Brasil. O ato tem gerado polêmica nas redes sociais, já que muitos veem nisso uma manifestação política. Outros consideram ainda que seria uma forma de publicidade. Os dois casos são proibidos em competições e punidos com a cassação da medalha.

Mas não é dessa forma que a entidade máxima que rege o desporto no continente vê o ato. "Fiquei sabendo que isso tem causado certa polêmica no Brasil. A postura da Odepa é que a forma de saudar no pódio, desde que com respeito e de acordo com as normas de cada país, não é motivo para contestação. Os americanos põem a mão sobre o coração, os mexicanos saúdam com a mão no peito de uma outra maneira. É algo que tem a ver com cada país", declarou Ivar Sisniega, primeiro vice-presidente da entidade.

"A Odepa só irá interferir quando houver uma falta de respeito à bandeira. Mas entendemos que a saudação militar é uma forma de respeito à bandeira e não há nenhum sentido para questionarmos. É uma forma de patriotismo", insistiu o dirigente.

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