Fabio Motta/ Estadão
Fabio Motta/ Estadão

Odepa elege chileno Iván Ilic para a presidência; Nuzman fica em último

Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) desde 1995, brasileiro estava 'confiante e otimista' para o pleito

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

26 de abril de 2017 | 12h54

Apontado como favorito para vencer a eleição à presidência da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), o brasileiro Carlos Arthur Nuzman acabou ficando em terceiro - e último - lugar em eleição realizada nesta quarta-feira, em Punta Del Este, no Uruguai. O chileno Neven Iván Ilic, que corria por fora na eleição que contava ainda com o dominicano Jose Joaquín Puello, acabou eleito para o mandato de quatro anos.

A eleição teve dois turnos, já que nenhum dos três candidatos alcançou os 26 votos necessários. Na primeira votação, Puello alcançou o apoio de 23 delegados, enquanto Nuzman e Ilic empataram em segundo, com 14 votos cada um. Assim, foi realizada uma rodada de desempate e o chileno acabou levando a melhor.

 

Curiosamente, na votação que definiu o novo presidente da Odepa, Neven Ilic acabou herdando quase todos os votos que haviam sido dedicados a Carlos Nuzman - apenas dois acabaram migrando para o dominicano Jose Puello. No fim da contagem, Ilic foi eleito por 26 a 25.

Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) desde 1995, da Organização Desportiva Sul-Americana (Odesur) desde 2003 e do Comitê Rio-2016, que organizou os Jogos Olímpicos do ano passado, Carlos Arthur Nuzman estava "confiante e otimista" para o pleito, conforme afirmou ao Estado na noite de terça-feira. O revés na eleição da Odepa veio um dia após ele ser convidado para integrar a Comissão de Coordenação do COI para os Jogos de Tóquio-2020.

Nuzman reconheceu a derrota. “Perder ou ganhar faz parte do jogo. Esse é o espírito de todo atleta que eu preservo comigo. Já ganhei e já perdi, dentro e fora da quadra. Cumprimentei o novo presidente e reforcei a ele a importância de estarmos unidos para a revitalização dos Jogos Pan-Americanos, que é fundamental para o esporte do nosso continente”, declarou o dirigente.

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