Divulgação
Divulgação

Oleg Ostapenko volta ao Brasil para garimpar talentos na ginástica artística

Ucraniano vai trabalhar em projeto no Paraná, que visa a descobrir atletas para Jogos de 2020

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2011 | 03h01

SÃO PAULO - O ucraniano Oleg Ostapenko estava longe do Brasil desde 2008. Mas, com boas lembranças do período de quase oito anos que viveu no País, aceitou retornar para assumir um desafio: encontrar e lapidar novas estrelas da ginástica artística feminina.

O treinador, que esteve à frente da seleção em duas Olimpíadas, agora trabalhará em conjunto com a Federação Paranaense, comandada por Vicélia Florenzano, ex-presidente da Confederação Brasileira (CBGin). Sua função é encabeçar um projeto de detecção de talentos, cujo epicentro será em Curitiba, no espaço que hospedava, até 2008, a seleção permanente.

A iniciativa tem apoio do Movimento LiveWright, que reúne expoentes do empresariado nacional. O pool pagará não só pelo retorno de Oleg e sua esposa, Nádia, mas também bancará a infraestrutura necessária para o trabalho de garimpagem. Serão investidos, em 2011, R$ 3,5 milhões.

O projeto tem como foco os Jogos de 2020 e pretende instalar escolas de talentos em 32 municípios paranaenses. A estimativa é que, até 2015, 20 mil crianças sejam avaliadas. "Nosso objetivo é extrair 1% de crianças realmente talentosas", explicou Eliane Martins, que era supervisora de seleções da CBGin e que também está na Federação do Paraná. A profissional avalia que esta é uma iniciativa inédita e admite: é um trabalho de longo prazo.

Eliane conta que nunca perdeu contato com Oleg e, especialmente, com Nádia. "Ela, como tem visto permanente, veio ao Brasil pelo menos uma vez a cada ano." A negociação, conta, começou no início de 2010. "O Oleg sempre mostrou vontade de voltar e tivemos a ajuda da Nádia e da Irina (Iliashenko, que treina a seleção feminina)."

Oleg e Nádia chegaram ao Brasil na segunda-feira e já foram conhecer as 30 meninas que treinam na capital paranaense.

Apesar do número modesto, o treinador ficou animado com o que viu. "O nível das atletas é melhor que oito anos atrás. O Brasil pode ter agora resultados mais rápidos, porque elas estão mais prontas para o alto nível", disse, em russo, deixando a tradução de suas palavras para a mulher.

Assim que deixou o Brasil, Oleg assumiu a seleção feminina juvenil da Rússia e conseguiu resultados expressivos, como a conquista do Campeonato Europeu após 15 anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.