Olimpíada: brasileiros recebem ajuda

Sem tradição em competições de inverno, o Brasil foi buscar na ajuda de técnicos estrangeiros, como o francês Franck Perrier, o escocês David Mansfield e o norueguês Vinjerui Norleiv, o elo entre os competidores, a tecnologia dos materiais e a técnica de treinamento dos países mais desenvolvidos do mundo. A maioria dos 11 atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City (EUA) foi buscar conhecimento estrangeiro. "A base pode ser feita com técnicos brasileiros, mas para uma Olimpíada temos de ter informação atualizada", disse Stefano Arnhold, chefe de equipe do ski alpino. David Masfield trabalha na Suíça, onde treina o brasileiro Nikolai Hentsch, que competirá no slalom gigante, dia 21. Vinjerui Norleiv conheceu os brasileiros Alexander Penna, que compete no dia 23, e Franziska Becskehazy, que já disputou a sua prova, ambos do cross country, na capital norueguesa Oslo, e ensinou a dupla brasileira desde os primeiros passos no ski. "O Norleiv foi fundamental para eu chegar aqui e terminar a prova com o meu melhor tempo", disse Franziska, a primeira mulher brasileira a completar uma prova em Jogos Olímpicos de Inverno em 10 anos de história. Franzi foi a 59.ª nos 10 km do cross country, terça-feira. Franck Perrier, atleta de ponta da equipe francesa de ski entre 1979 e 1986, treina Mirella Arnhold, que estará no slalom gigante dia 22. Franck também acompanha atletas da Macedônia, da Coréia do Sul e do País de Gales. "Gosto do desafio de treinar atletas de países que não tem conhecimento no ski", disse. "Hoje, a Mirella é uma competidora, pelo seu posicionamento e o traçado que faz na pista. É importante que o mundo veja que a Mirella é uma competidora", disse Franck. A equipe de bobsled do Brasil, com Cristiano Paes, Edson Bindilatti, Eric Maleson, Matheus Inocêncio e Rodrigo Paladino, compete nos dias 22 e 23.

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