Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE

Olimpíada de Londres: reveja as frustrações dos brasileiros favoritos

Maurren Maggi, Fabiana Murer, Cielo e Diego Hypólito são alguns dos atletas olímpicos que negaram fogo

O Estado de S. Paulo,

07 de agosto de 2012 | 17h10

Passada a primeira semana oficial de competições nos Jogos de Londres, o Brasil já acumulou algumas decepções e muita frustração de atletas renomados e considerados até então esperança de medalha. Junto com a eliminação vieram também as desculpas - algumas não muito convincentes. Confira como cada um deles justificou sua performance na Olimpíada:

MAURREN MAGGI - A campeã olímpica de 2008 no salto em distância chegou em Londres para novamente entrar para a história. Em Pequim ela tinha sido a primeira mulher a ganhar a medalha de ouro em esportes inviduais, 2012 era a chance de repetir o feito e se imortalizar de vez na modalidade. Porém a história foi outra e o pódio desta vez esteve longe. O salto de apenas 6,37 m garantiu apenas o 15º lugar e foi insuficiente para colocar a brasileira entre as doze finalistas.

FABIANA MURER - A atleta do salto com vara chegou a Londres com a expectativa de que desta vez a organização não ia falhar como foi em 2008, em Pequim, quando uma das varas simplesmente sumiu. Ainda tinha em conta o ótimo desempenho nos últimos anos, com os ouros no Mundial de 2010 e no Mundial Indoor de 2011. Mas quando foi pra valer, ela não conseguiu saltar 4,55m, marca que é 30 cm menor do que o recorde pessoal dela. O resultado foi a eliminação precoce na Olimpíada. Murer disse que foi pega de surpresa pelo vento no Estádio Olímpico.

CESAR CIELO - Tudo conspirava para o segundo ouro olímpico do brasileiro nos 50m nado livre. Após o título em Pequim, ele acumulou quatro anos sem perder a prova e quebrando um recorde atrás do outro. Foi campeão mundial três vezes (uma delas em piscina curta) e também levou o ouro no Pan de 2011. Na hora de decidir, Cielo foi surpreendido em Londres pelo excelente tempo do francês Florent Manaudou, que ficou com o ouro, seguido da prata do americano Cullen Jones. Restou a ele o bronze e a justificativa de que caiu na piscina cansado depois de ter disputado a final dos 100m.

DIEGO HYPÓLITO - O ginasta chegou em Pequim, em 2008, como favorito no solo. Um ano antes ele tinha vencido o Campeonato Mundial na modalidade, só que ao errar e cair sentado na apresentação da grande final perdeu pontos e terminou em sexto lugar. Londres era a chance dele se redimir e novamente os resultados dos anos anteriores o davam todas as credenciais possíveis: bronze no mundial, além de acumular 13 ouros em etapas da Copa do Mundo. Porém desta vez o erro veio mais cedo e já na eliminatória o brasileiro caiu de novo, desta vez de barriga. Ao deixar o ginásio, Diego foi franco ao dizer que 'amarelou'.

DANIELE HYPÓLITO - Um dia depois da eliminação do irmão, a veterana de três Olimpíadas foi à prova do solo dos Jogos de Londres sonhando com uma final. A terceira colocada na Copa do Mundo de 2011 não foi bem, errou duas vezes e terminou com a pior nota entre as 17 ginastas participantes da primeira subdivisão. A justificativa para o desempenho ruim foi o erro do irmão no dia anterior. "Claro que a gente sabe o como é importante se concentrar, mas eu e meu irmão somos muitos ligados. Foi difícil", explicou.

MARIA ELISA E TALITA - As duas formam a terceira dupla no ranking mundial do vôlei de praia, com oito títulos do Circuito Mundial do Vôlei de Praia - modalidade que já rendeu nove medalhas olímpicas ao Brasil. O favoritismo vinha se confirmando, com 15 vitórias das duplas brasileiras, tanto no masculino como no feminino dos Jogos de Londres. Nas oitavas de final Maria Elisa e Talita tinham pela frente as checas Kolocova e Slukova. Nos cinco confrontos anteriores eram apenas vitórias brasileiras, mas desta vez foi diferente e o motivo da derrota foram os erros.

FUTEBOL FEMININO - Novamente a equipe da Marta, Cristiane e cia. era apontada como favorita, principalmente pelo talento da camisa 10, escolhida por cinco vezes seguidas a melhor jogadora do mundo pela Fifa.  Mas em Londres a equipe teve pela frente a campeã mundial Japão nas quartas de final e a eliminação impediram que as meninas voltassem para casa com uma medalha olímpica. A derrota por 2 a 0 foi considerada por Marta como injusta.

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