Olimpíada: despedida de Mirella e estréia de Claudinei

O Brasil fará nesta sexta-feira suas duas últimas apresentações nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Turim na Itália. A equipe do bobsled ? pela ordem, são Ricardo Raschini, Márcio Silva, Claudinei Quirino e Edson Bindilatti ? estará na pista Cesana-Pariol, uma das mais perigosas do mundo. No esqui alpino, o País terá Mirella Arnhold no slalom gigante. Nos Jogos Olímpicos de Salt Lake City/2002, os ?bananas congeladas?, como ficou conhecida a equipe brasileira de bobsled, terminaram na 27ª posição. Já Mirella Arnhold foi a 48ª colocada.Para Mirella, que tem apenas 22 anos e é considerada a melhor esquiadora do Brasil, será a última prova da carreira. Depois dos Jogos de Turim, ela pretende se dedicar à faculdade de administração. "É uma decisão difícil, mas está formada. Foram onze anos competindo, trocando as férias por períodos de treinamento e está cada vez mais complicado conciliar a vida de atleta com os estudos e trabalho. Acho que chegou a hora", explicou.E para o ex-velocista Claudinei Quirino, prata na Olimpíada de Sydney/2000 (no revezamento 4x100 metros), será a estréia nos Jogos de Inverno. Ele virou titular no bobsled porque Armando dos Santos foi pego no antidoping. Por isso mesmo, admite que ainda sente medo na descida da pista, quando o trenó atinge 130 km/h.?Rezo para acabar logo. Também só desço de olhos fechados. Quando passamos em algumas curvas dá um frio na barriga e, por isso, também sai uns gritos?, contou Claudinei.Para piorar o temor dele, a equipe brasileira sofreu um acidente logo no primeiro treino oficial em Turim (o trenó tombou na curva 14 e ele machucou as costas). ?Depois do susto, estou mais preparado e concentrado. Estamos mais entrosados. O objetivo é completar a prova, independentemente da classificação?, avisou Claudinei.

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