Issei Kato/Reuters
Issei Kato/Reuters

Olimpíada de Tóquio acontecerá 'com ou sem covid-19', diz vice-presidente do COI

Jogos foram adiados para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 02h18

Olimpíada de Tóquio, adiada para 2021 por causa da pandemia do coronavírus, ocorrerá no próximo ano independentemente da doença, segundo anunciou o vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates. Durante entrevista por telefone com a AFP, o presidente do comitê de coordenação do COI para os Jogos Olímpicos de 2020, afirmou que a Olimpíada de Tóquio acontecerá "com ou sem" coronavírus, e especificou que "os Jogos começarão em 23 de julho do próximo ano". "Serão os Jogos que terão vencido a covid-19, a luz no fim do túnel", disse.

O tema desses Jogos será "a reconstrução após a devastação causada pelo tsunami", disse Coates, aludindo ao terremoto e tsunami que devastou o nordeste do Japão em 2011. Até agora, as Olimpíadas só foram canceladas durante a Guerra. Em princípio, os Jogos deveriam ter sido inaugurados no dia 24 de julho, mas os organizadores tomaram a decisão histórica, em março, de adiá-los para o verão de 2021, com a disseminação do coronavírus pelo mundo.

As autoridades japonesas indicaram claramente que não querem que os Jogos sejam adiados novamente. As fronteiras do Japão continuam fechadas para estrangeiros, e muitos especialistas duvidam que a pandemia estará sob controle no próximo verão do Hemisfério Norte.

De acordo com várias pesquisas recentes, uma clara maioria dos japoneses quer que os Jogos sejam adiados novamente ou cancelados, devido ao coronavírus. Mas Coates, no entanto, destacou que o governo japonês "não desistiu" de organizá-los, apesar da "tarefa monumental" que o adiamento constitui. "Antes do coronavírus, (o presidente do COI) Thomas Bach declarava que eram os Jogos mais bem preparados que já vimos, os locais estavam quase todos prontos, agora estão, a Vila é incrível [...], tudo está indo bem", sustentou. /AFP

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