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Operários fazem greve de advertência no velódromo

Cerca de 150 operários que trabalham nas obras do velódromo do Complexo Esportivo do Autódromo promoveram nesta sexta-feira pela manhã uma paralisação de advertência. À tarde, retomaram as atividades. Na segunda-feira, a Oriente Construção, responsável pelas obras no local, se reúne com os trabalhadores para discutir a pauta de reivindicações. Eles exigem aumento salarial e melhores condições de trabalho, seguindo assim cartilha do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada, presente em atos semelhantes de operários do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, e do Parque Aquático Maria Lenk. Já na segunda-feira, a empresa fornecedora de quentinhas para os operários do velódromo será substituída. As reclamações sobre a alimentação eram constantes. ?A comida estava chegando fria e a qualidade era duvidosa?, disse o presidente do sindicato, Nilson Costa. Os protestos também se estendem à limpeza e higiene do refeitório e dos banheiros. ?Falta água e isso não pode ocorrer?, prosseguiu Nilson, que participará do encontro com a diretoria da construtora. Sobre salários, os 150 trabalhadores querem adicional de 70% nas horas extras dos sábados e 100% nas dos dias de semana, a partir da terceira hora de trabalho além da carga normal. Também esperam obter um vale-refeição no valor de R$ 50, retroativo a primeiro de fevereiro. ?As negociações começaram bem e acredito que possamos chegar a um acordo na segunda-feira. Essa também é a expectativa dos trabalhadores da obra?, afirmou Nilson. O velódromo vai abrigar competições de ciclismo de pista e patinação de velocidade. O último prazo estabelecido para a conclusão das obras no local é 15 de junho, menos de um mês para o início dos Jogos Pan-Americanos do Rio. De acordo com a diretoria do sindicato, ?não está totalmente descartada? a possibilidade de uma outra paralisação de advertência, nas obras do Maracanãzinho.

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