Operários fecham acordo e evitam greve em Jacarepaguá

Um acordo entre as empresas responsáveis pela construção do Parque Aquático do Autódromo e os 800 operários que trabalham no local foi formalizado nesta sexta-feira, o que impediu uma nova paralisação das obras. ?Houve um consenso e as reivindicações acabaram atendidas?, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada, Nilson Duarte Costa, presente à assembléia realizada no parque, na hora do almoço. A lista de propostas originais sofreu apenas duas alterações. Os operários queriam aumento em torno de 10% retroativo a 1 de fevereiro. Ficou decidido que esse benefício será concedido desde 1 de março. Eles pleiteavam também um reajuste nas horas extras que seria contado a partir do primeiro dia do mês passado - mas o prazo definido para o começo desse adicional vai ser 17 de fevereiro. Na quinta-feira, os operários promoveram uma paralisação de advertência e elaboraram uma pauta de reivindicações, com destaque para aumento salarial e melhores condições de trabalho - mais limpeza e higiene nos banheiros, água suficiente para banho dos trabalhadores, entre outras. Foi a segunda manifestação relacionada a obras do Pan-Americano. Duas semanas atrás, em ato semelhante, operários cruzaram os braços por algumas horas no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. ConfusãoCaminhões e tratores a serviço da prefeitura destruíram instalações de um posto de gasolina ao lado do Complexo do Autódromo e por pouco não houve conflito. Aylson Doyle, irmão do proprietário do posto, disse que funcionários da prefeitura agiram às 6 horas da manhã, numa operação surpresa, sem nenhum mandado judicial. ?Levaram nossa geladeira, máquinas para processar cartão de crédito, aparelho telefônico e computador. Registramos queixa na 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca)?, contou. De acordo com Doyle, a direção do posto e a prefeitura travam uma disputa na Justiça há vários anos pelo funcionamento do estabelecimento.

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