Oposição se prepara para entrar em campo

Candidatos ao trono de Arnaldo Tirone já se articulam com o discurso de reerguer o clube em 2013

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2012 | 02h05

A crise dentro de campo e a iminente queda para a Série B do Campeonato Brasileiro fazem o Palmeiras se fragmentar internamente. Além de Arnaldo Tirone, cada vez mais isolado politicamente, pelo menos mais quatro candidaturas à presidência já se articulam para tentar assumir a missão de reerguer o clube.

E, em suas formações, os grupos políticos começam a ensaiar associações antes impensadas nos bastidores palmeirenses.

Uma delas é a aproximação entre duas turmas que até a eleição passada estavam em lados diametralmente opostos. O ex-presidente Mustafá Contursi mostra interesse em apoiar a candidatura de Paulo Nobre, um conselheiro tido como da nova geração e que tem suas origens políticas no clube ligadas ao grupo de Luiz Gonzaga Belluzzo, o Muda Palmeiras, movimento que por anos fez oposição a Contursi.

"Caso minha candidatura se confirme, aceitarei de braços abertos todos os votos que vierem, independentemente da corrente política. Mas espero que todos estejam cientes do nosso plano de governo, apoiando as ideias e não a pessoa, por simples simpatia ou amizade", afirmou Nobre ao Estado.

Pessoas ligadas a Contursi já procuraram Paulo Nobre para dizer que pretendem apoiá-lo e votar nele na eleição de janeiro - que ainda obedecerá ao processo indireto, tendo apenas conselheiros habilitados a escolher o presidente para os próximos dois anos. Nobre não rejeita o apoio do ex-presidente, a figura ainda forte no cenário político palmeirense, desde que seu "projeto político" seja respeitado.

Os candidatos mais "boleiros" já se dividem em duas turmas. Uma delas tem Wlademir Pescarmona, ex-diretor de futebol e aliado de Belluzzo. O ex-dirigente, no entanto, ainda carece de mais apoio, pois a bancada "belluzzista" no Conselho não é das maiores. Na outra associação de "boleiros" estão os correligionários do ex-presidente Affonso della Monica, um dos apoios mais disputados na política palmeirense - ele é tido como um dos responsáveis pela eleição de Arnaldo Tirone. Della Monica, no entanto, pode ser o mentor de outro candidato, o conselheiro Décio Perin, que tem bom trânsito em quase todos os grupos políticos.

Na esteira da gestão contestada de Tirone, os membros do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), também cogitam lançar seu candidato. O "cofista" candidato seria Sérgio Moyses, que tem atuado como um dos oposicionistas a Tirone e teria pouca rejeição no Conselho.

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