Fábio Motta/Estadão
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Opositor, dirigente do tênis de mesa foi o único a votar contra Nuzman

Dirigente é eleito por unanimidade para o sexto mandato

Estadão Conteúdo

04 Outubro 2016 | 18h47

Há duas eleições, Alaor Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), tenta ser opositor de Carlos Arthur Nuzman no pleito pela presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Assim como já havia acontecido há quatro anos, não conseguiu inscrever chapa para a eleição que ocorreu nesta terça-feira e garantiu Nuzman no cargo até 2020.

Pelas regras do COB, para ser inscrita, uma chapa precisa ter o apoio expresso de 10 membros do restrito colégio eleitoral e ser registrada até 30 de abril do ano olímpico, ainda que as eleições ocorram sempre no último trimestre. Alaor até entrou na Justiça para adiar esse prazo para até depois da Olimpíada, venceu em primeira instância, mas teve a liminar derrubada. Nesta terça, só restou a ele impedir que Nuzman fosse eleito por unanimidade, votando contra.

"Foram três abstenções e um voto nulo, além do meu contra. Isso mostra que há uma insatisfação e que havia o medo em se opor ao Nuzman antes. Em mais de 100 anos de história do COB, foi um dos presidentes eleitos com o menor número de votos (24)", disse Alaor, que mantém o processo judicial que pode vir a anular a eleição desta terça.

O colégio eleitoral do COB tem 34 votantes, sendo Nuzman um deles. Presidente da Comissão de Atletas do COB, Emanuel Rego não pôde comparecer à eleição, mas endossou, por carta, o apoio dos atletas a Nuzman. As confederações de tae kwon do, desportos na neve e desportos no gelo enviaram representantes que não estavam aptos a votar em nome dos respectivos presidentes. Já o presidente da confederação de tiro com arco chegou atrasado à eleição.

Dos 29 votos, 24 foram para Nuzman. A votação foi secreta e os outros quatro que rejeitaram a reeleição (três abstenções e um nulo) não se declararam publicamente. A confederação de pentatlo moderno era a única a apoiar Alaor em abril.

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