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Orçamento do Rio/2016 ficará acima do previsto e COI quer ajuda de Dilma

A intenção é que o governo federal entre com maior peso na organização do evento

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2014 | 05h09

GENEBRA - A Olimpíada do Rio em 2016 terá um orçamento acima do previsto originalmente, e o Comitê Olímpico Internacional (COI) não descarta que o governo terá de entrar com um maior volume de verbas para socorrer o evento e fechar as contas. Terça-feira o novo presidente do COI, Thomas Bach, se reúne com a presidente Dilma Rousseff pela primeira vez em Brasília. Na agenda, um pedido dele para que o governo federal entre com maior peso na organização do evento.

Nesta semana, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) promete apresentar finalmente seu novo orçamento para os Jogos, depois de quatro anos de mistério. Na quinta-feira a entidade divulgará os novos números, enquanto muitos em Lausanne já admitem que o valor ficará "substancialmente acima" do que estava previsto na candidatura em 2009.

Naquele momento, o Rio havia indicado que o evento consumiria US$ 2,8 bilhões. Outros US$ 11,6 bilhões seriam gastos em obras de infraestrutura. Por enquanto, o COB apresentará apenas os números relativos aos Jogos em si. O valor das obras de infraestrutura ficará para um segundo momento.

Mas em Lausanne a expectativa é de que os gastos previstos já poderiam ter sérios problemas para serem financiados apenas com verbas privadas, como era a ideia inicial. Fontes no COI confirmaram ao Estado que existe uma pressão cada vez maior para que o poder público socorra o evento. Um dos problemas tem sido a arrecadação com patrocinadores, que estaria abaixo das metas iniciais.

Na terça-feira, com Dilma, Bach ainda deixará claro que não quer uma repetição da crise com a Fifa e os atrasos se repetindo no Rio. "Temos de reconhecer que não há tempo para perder e que todo o esforço tem de ser feito todos os dias em obras de construção e infraestrutura para levar os trabalhos adiante", disse o alemão.

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