Ordem é atacar

Empate não interessa a São Paulo e Santos, no Morumbi, em clássico que promete emoção e times ofensivos

Giuliander Carpes e Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2010 | 01h00

Neymar, pelo Santos, e Lucas, pelo São Paulo, são os destaques do clássico paulista

De um lado, a fome por mais um título, que consagraria uma temporada perfeita. De outro, a fé de que haja um consolo no fim do caminho, que por enquanto não parece levar a lugar nenhum. Ambição e esperança estarão confrontadas no campo do Morumbi, às 18h30: São Paulo e Santos disputam um clássico em situações bastante distintas no Campeonato Brasileiro.

Vencer, vencer, vencer. Quantas vezes técnicos e jogadores de ambos os times conjugaram este verbo durante a semana, falaram em triunfo? Incontáveis. Só resta isso ao São Paulo, que ainda nutre bem no íntimo uma remota chama de esperança da oitava participação seguida na Taça Libertadores. No Morumbi, se fala que cada jogo é uma decisão e se confia que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) poderia reverter decisão da Sul-Americana (Conmebol), que transformou o G-4 em G-3 - a distância para o último classificado, que hoje é de oito pontos, passaria então para três e a disputa ficaria totalmente aberta.

"No fundo nós sabemos que é possível mudar essa medida da Conmebol. Mas não queremos iludir o torcedor", afirma o técnico são-paulino, Paulo César Carpegiani. "Isso alteraria toda a nossa situação no campeonato. Mas primeiro temos de pensar em vencer o próximo jogo."

Entusiasmo. O Santos é puro entusiasmo. Não bastassem os tropeços dos líderes com frequência, a equipe do técnico interino Marcelo Martelotte se acertou. Já são três vitórias sem sofrer nem sequer um gol. A última, diante do Internacional (1 a 0), alçou o time de vez a postulante ao título de uma Tríplice Coroa que foi conquistada pela última vez em 2003, pelo Cruzeiro - campeão estadual, da Copa do Brasil e do Brasileiro.

Martelotte acredita que a sua equipe vai continuar subindo na classificação. No momento em que os concorrentes perdem importantes titulares por contusão, ele consegue repetir a escalação dos últimos jogos, à exceção de Léo, poupado em razão de um trauma no pescoço.

"Quando estávamos bem mais atrás do líder e eu falava que dava para chegar, era com base no que aconteceu nos campeonatos passados e que tem se repetido nas últimas rodadas deste ano", lembra o treinador santista. "Agora está provado que ainda é possível, porque agora são só seis pontos, com 27 em jogo", ressaltou.

As fórmulas da vitória. Em campo, receitas distintas. Enquanto Carpegiani está empolgado com opções ofensivas, Martelotte se afeiçoa à ideia de manter sua meta imbatível. O São Paulo terá praticamente quatro atacantes (Lucas, Dagoberto, Fernandinho e Ricardo Oliveira). O Santos, três volantes (Brum, Arouca e Danilo). Duelo imprevisível.

Ficha técnica

São Paulo - Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas e Fernandinho; Dagoberto e Ricardo Oliveira - Técnico: Carpegiani

Santos - Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick; Zé Eduardo e Neymar - Técnico: Marcelo Martelotte

Juiz: Sandro Meira Ricci (DF)

Local: Morumbi

Horário: 18h30

TV: Pay-per-view 

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