Ordem no time é não dar espaço a Neymar

Missão deverá ser do lateral Alessandro, embora Mano diga que não haverá marcação individual

Bruno Deiro, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

Acostumado a assustar os adversários com o Fenômeno, o elenco do Corinthians agora se vê assombrado por um moleque de 17 anos. O técnico Mano Menezes já avisou que não haverá marcação individual sobre Neymar, domingo, no clássico. Assim, o lateral-direito Alessandro, que retorna à equipe, deve ter a ingrata missão de parar a revelação santista, que costuma cair no setor. "Tem que diminuir o espaço, não pode ser na violência, pois pode prejudicar a própria equipe", diz o lateral.A habilidade de Neymar, que tem sido decisiva desde que estreou no Santos, há 4 jogos, é a principal preocupação do lateral. "É preciso uma atenção maior porque ele tem mais facilidade do que os demais para driblar", comenta.Em busca da primeira vitória em clássicos desde que Mano Menezes assumiu o comando, o Corinthians sente que o momento é ideal para encerrar o tabu. Com Ronaldo mais adaptado, a equipe joga diante de sua torcida, em um Estádio Pacaembu lotado - a expectativa é de que os ingressos se esgotem. Do total de 34.500 bilhetes disponíveis, apenas 6% são da torcida santista. "Ainda não vencemos clássicos, isso não pode se tornar rotina", afirma Alessandro.A cinco rodadas do fim da primeira fase do Estadual, os 3 pontos no clássico também significam o triunfo no último duelo contra um rival direto por uma vaga nas semifinais. "Não dá para ficar fazendo cálculos, não tem de ficar pensando em outro jogo que não o próximo", afirma Alessandro. A dupla de ataque deve ser formada por Ronaldo e Dentinho, com a possibilidade de Jorge Henrique reforçar o sistema ofensivo. "A equipe fica bem ofensiva, mas já está acostumada a jogar assim", garante o lateral-esquerdo André Santos, que também vem sendo usado no meio-campo. Ele considera normal que o duelo principal do clássico, entre Ronaldo e Neymar, monopolize as expectativas das duas torcidas. "Lógico que eles vão chamar a atenção sempre, são dois jogadores de muita qualidade", afirma. Após o treino, André aproveitou para dar força a Douglas, seu companheiro na meia, que não vem apresentando um bom futebol em 2009. O próprio camisa 10 admite que está bem abaixo das atuações da última temporada, quando foi o maestro do time na vitoriosa campanha da Série B. "Prefiro o Douglas mal no campo do que no banco, pois é um jogador que, em um lance, pode decidir", observa André.

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