Franck Robinchon / EFE
Franck Robinchon / EFE

Organização de Tóquio-2020 defende Olimpíada: 'Adiamento está fora de cogitação'

Dirigentes dos Jogos no Japão e presidente do COI apenas admitem a possível realização da Olimpíada sem público, mas esse assunto e outros ainda vão ser discutidos

Redação, Estadão Conteúdo

28 de janeiro de 2021 | 09h48

Com menos de seis meses para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por causa da pandemia do novo coronavírus, Yoshiro Mori, presidente do Comitê Organizador, deixou claro nesta quinta-feira, 28, que um novo adiamento do evento está fora de cogitação. "Confirmo a intenção de todos e que não há nenhuma voz discordante ou que se oponha. Todo mundo tem o sentimento profundo de realizar os Jogos de Tóquio", afirmou Mori em entrevista coletiva. "Trabalhamos sobre uma base sólida", acrescentou.

Mori revelou que teve uma reunião com o alemão Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), e que foi acordado que, assim que possível, será passado o andamento da vacinação contra o novo coronavírus no Japão. Ele destacou ainda que a dúvida que existe é sobre a presença de público nas competições. "Estamos convencidos de que todas essas dúvidas serão esclarecidas no dia da abertura dos Jogos", disse Mori, após Bach afirmar que o COI "não perde tempo com especulações" e que está focado na data da cerimônia de abertura, em 23 de julho.

Os organizadores destacaram que estão considerando um amplo leque de planos para diferentes possibilidades perante a evolução da pandemia da covid-19, o que afetará as medidas de prevenção do contágio entre atletas e a presença do público nas arquibancadas, questões que devem ser definidas nos próximos meses. Uma das medidas em análise passa pela inoculação de vacinas entre atletas estrangeiros, que o COI promoverá embora não deva ser obrigatória, assim como a vacinação em larga escala no Japão, processo que não terá início até o fim de fevereiro e que irá durar meses.

"Temos de ter muita paciência com os preparativos da vacina", disse Toshiro Muri, CEO do Comitê Organizador, que lembrou que cada país "tem as suas próprias medidas sanitárias", pelo que ainda é necessário "discutir diferentes cenários futuros antes de se chegar a conclusões".

O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio "espera que a vacina seja dada ao maior número de pessoas", tanto no Japão quanto em atletas estrangeiros e potenciais visitantes, embora esta medida não seja uma condição indispensável para a celebração dos Jogos. No que diz respeito ao acesso de estrangeiros ao país para a disputa e presença nas arquibancadas olímpicas, os anfitriões também lidam com "diferentes tipos de cenários", incluindo a realização de competições à porta fechada, completou Muri.

Se o Japão não conseguir domar a pandemia da covid-19, a opção é cancelar os Jogos. A disputa não teria novamente sua data postergada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.