Organização do GP do Brasil adota o 'muro macio'

Recurso instalado na Curva do Café do circuito de Interlagos absorve energia do choque e evita que o carro volte à pista

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2010 | 00h00

Aos poucos o cenário do 39.º GP do Brasil vai sendo montado. Na quarta-feira chegou ao Autódromo de Interlagos o primeiro lote dos equipamentos, procedente da Coreia do Sul, prova disputada domingo. E nesta quinta um novo comboio de caminhões transportará o material da organização e das equipes do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, para o circuito. A corrida, dia 7, penúltima do calendário, pode apontar Fernando Alonso, da Ferrari, como campeão do mundo.

Em Interlagos, os organizadores vão concluir nesta quinta a instalação do 'softwall' na área externa da Curva do Café, no início da Reta dos Boxes, o ponto crítico quanto à segurança nos seus 4.309 metros. O objetivo é fazer com que o carro que venha a colidir no muro, a cerca de 260 km/h, não regresse para o meio da pista, o que poderia provocar um acidente com sérias consequências.

Em dezembro de 2007, o paranaense Rafael Sperafico morreu ao ser atingido em cheio depois de colidir no muro onde agora há o softwall e regressar para o asfalto. O softwall absorve parte da energia do choque, deslocando o menos do que se o impacto fosse na superfície de alvenaria. O sistema é usado com sucesso no circuito de Indianápolis.

Para quem vai assistir à corrida no autódromo com transporte público, a Prefeitura criou seis linhas especiais de ônibus para Interlagos, no sábado e domingo da prova. Os pontos de saída são: Praça da República, Trianon-Masp, Jabaquara, Aeroporto de Congonhas, Shopping Interlagos e Shopping SP Market. Custará R$ 15, ida e volta. Só ida ou volta, R$ 10.

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