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Organizada do Vasco é banida por seis meses

Força Jovem foi punida pela morte de torcedor do Flamengo; no entanto, seus membros podem continuar a ir aos estádios

RIO, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2012 | 03h08

A torcida organizada Força Jovem, do Vasco, está banida dos estádios brasileiros pelos próximos seis meses, por determinação do Ministério público do Estado do Rio (MP-RJ), por causa da morte de um torcedor do Flamengo, ocorrida em 4 de maio. Bruno Saturnino, de 31 anos, passava de ônibus pelos arredores do Engenhão após o clássico em que o Vasco foi derrotado pelo Botafogo por 3 a 1, na final da Taça Rio. Ele pertencia a uma organizada do Flamengo, foi reconhecido e espancado por integrantes da Força Jovem. Ficou internado por cinco dias com traumatismo craniano, chegou ser submetido a uma cirurgia na cabeça, mas não resistiu.

A partir de segunda-feira, símbolos alusivos à organizada, como camisas, bandeiras e instrumentos musicais, estarão proibidos nos estádios. O descumprimento implicará em multa de R$ 5 mil. O Compromisso de Ajustamento de Conduta foi firmado anteontem pelo MP-RJ com a Força Jovem, o Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios (Gepe) e a Federação das Torcidas Organizadas do Rio.

Ao assinar o compromisso, a facção evitou que fosse ajuizada Ação Civil Pública, que poderia resultar no banimento por até três anos.

Os integrantes da facção, no entanto, podem continuar a frequentar os estádios tranquilamente. Isso porque o Ministério do Esporte não cumpriu o combinado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) das Torcidas, assinado em 2011. "Não haverá a proibição do ingresso individual de nenhum torcedor nos estádios, já que ainda não foi realizado o cadastramento dos torcedores pelo Ministério do Esporte", informou o MP-RJ.

A organizada, no entanto, se comprometeu a apresentar em até 30 dias ao Gepe o nome de todos os líderes, para que sejam cadastrados e assinem um termo se sujeitando a cumprir as regras do TAC das Torcidas, sob pena de responsabilização pessoal por qualquer descumprimento.

Retaliação. Agora, o MP-RJ foca as ações em outra torcida organizada: a Torcida Jovem, do Flamengo. A facção está sendo investigada pela morte do vascaíno Diego Martins Leal, de 30 anos, no domingo, quando Flamengo e Vasco jogaram pelo Campeonato Brasileiro. Horas antes do clássico, integrantes das duas torcidas se enfrentaram, no entorno do Engenhão. Diego foi baleado e morreu.

A morte, segundo o MP-RJ, pode ter sido uma retaliação pelo assassinato do flamenguista Bruno. Um inquérito civil foi instaurado na segunda-feira para "apurar a responsabilidade coletiva da Torcida Jovem do Flamengo pela morte do torcedor e a hipótese de ter sido uma vingança contra a Força Jovem do Vasco".

Na segunda-feira, a Divisão de Homicídios da polícia civil apresentou dois suspeitos do assassinato: Alessanderson Piedade Motta, de 28 anos, e Daniel Monteiro Abreu, de 27. Ambos foram detidos logo após a confusão. / T.R.

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