Organizadores dos Jogos rejeitam críticos e exaltam entusiasmo

Depois de duas semanas sem aplausos, Comitê Inglês destaca apoio popular com a proximidade da disputa

Reuters

22 de julho de 2012 | 10h47

Depois de semanas de manchetes negativas, os organizadores da Olimpíada reagiram neste domingo dizendo que as críticas a erros de planejamento e custos estão sendo superadas pelo entusiasmo popular à medida que a cerimônia de abertura se aproxima.

A mídia britânica, que é notoriamente crítica e destacou problemas de segurança e transporte às vésperas dos jogos que ocorrem entre 27 de julho e 12 de agosto, também pareceu adotar enfoque mais positivo enquanto milhares saudavam a passagem da tocha olímpica em Londres.

"Acho que possivelmente o que estamos enfrentando como nação, como cidade, é um momento necessário de depressão pré-evento antes que o entusiasmo comece na sexta-feira, quando as cortinas se erguem", disse Boris Johnson, prefeito de Londres, à rede BBC.

"O clima está mudando perceptivelmente, as pessoas estão começando a ficar realmente empolgadas aqui em Londres com a chegada da tocha... as últimas nuvens de umidade e ceticismo serão dissipadas", afirmou Johnson mais tarde ao canal Sky News. Milhares de pessoas chegaram à capital no sábado, quando a tocha olímpica iniciou o trecho final de seu percurso pela Grã-Bretanha, e neste domingo a chama foi levada ao topo da roda gigante, conhecida como Olho de Londres, do lado oposto do Big Ben e do Parlamento.

Nos próximos dias, a tocha será conduzida aos marcos religiosos, políticos e reais da cidade, culminando com o acendimento do caldeirão olímpico no leste londrino. A preparação para os jogos foi assolada por semanas de chuvas e dificuldades no recrutamento de seguranças suficientes, levando o governo a convocar milhares de militares para compensar a carência de mão de obra.

Atrasos nos transportes também ameaçam o evento, com uma greve de funcionários das alfândegas marcada para 26 de julho e maquinistas de trem planejando abandonar o trabalho no centro da Inglaterra entre 6 e 8 de agosto, e o metrô de Londres pode ter dificuldade para lidar com dezenas de milhares de turistas olímpicos.

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