Michelle V. Agins/The New York Times
Michelle V. Agins/The New York Times

Os melhores lugares para assistir à Maratona de Nova York

Competição deverá contar com cerca de um milhão de torcedores espalhados por diferentes locais

Michael Gold, The New York Times, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2019 | 11h14

NOVA YORK - Treinar para uma maratona pode ser um exercício muito solitário, geralmente exigindo que os atletas corram quilômetros e quilômetros, várias vezes por semana, com pouquíssimo alarde. Mas, no domingo, as mais de 50 mil pessoas que vão correr a Maratona de Nova York serão acompanhadas por centenas de milhares de outras pessoas para as quais a corrida é um esporte apenas para se assistir.

“Nesse dia, tem um milhão de pessoas torcendo por você”, disse Michael Capiraso, presidente e executivo-chefe da New York Road Runners, que organiza a maratona. “Alguém vai escolher você no meio de todos os outros maratonistas”, continua.

Capiraso, que este ano estará disputando sua 28ª Maratona de Nova York consecutiva, disse que a multidão é fundamental para manter a animação dos corredores. “Precisamos muito de vocês. A inspiração e o impacto das pessoas que nos acompanham ao longo do percurso são inestimáveis”, comenta.

Com 42 km se estendendo por cinco distritos, a trajetória da maratona oferece vários pontos para quem quer torcer pelos corredores fatigados. Aqui vai um guia dos melhores lugares.

AS PONTES

O percurso de Nova York é diferente do trajeto de outras maratonas, em parte por causa das cinco pontes que levam os corredores de um bairro a outro. A exposição ao vento e o relativo silêncio, pela falta de torcida, fazem com que as pontes sejam especialmente difíceis de atravessar.

Então, quando os corredores voltam à terra firme, o barulho da multidão ajuda muito. “Depois da solidão e do desafio que a ponte traz, chegar ao outro lado e ver as pessoas aplaudindo é realmente especial”, disse Capiraso. Esse apoio é particularmente crucial no início da corrida, depois que os corredores descem da Ponte Verrazzano-Narrows e seguem para a Quarta Avenida, em Bay Ridge, Brooklyn.

Nesse ponto, os corredores terão completado um trecho de mais de 3 quilômetros por uma colina íngreme. Se você torcer por lá, vai ajudá-los a encarar os assustadores quilômetros que ainda têm pela frente. “A Ponte Verrazzano é linda e icônica, mas nunca tem ninguém torcendo por lá”, disse Capiraso. “Então, quando você chega ao Brooklyn, encontra uma ótima zona de aplausos”.

Se você quiser ser particularmente motivante, fique perto da marca de 32 quilômetros, onde os corredores de maratona costumam experimentar o “muro”, um momento desafiador, em que a energia começa a acabar.

Para ajudar os corredores, siga em direção à East 138th Street, no Bronx, um trecho relativamente curto da corrida, ou para Marcus Garvey Park, no Harlem, onde os corredores passam antes de descer a Quinta Avenida, rumo à linha de chegada. Os dois locais também tendem a ser menos movimentados do que os quilômetros seguintes, aumentando a probabilidade de você ver algum corredor em particular que esteja procurando.

A FESTA

As ruas de Nova York são sempre animadas, mas a maratona cria uma atmosfera particularmente energética. As pessoas lotam as calçadas com cartazes, ficam aplaudindo por horas e tocam música tanto para os corredores quanto para a multidão. Um dos trechos mais festivos do percurso fica em Fort Greene Brooklyn, ao longo da Avenida Lafayette, entre a Rua Fulton e a Avenida Bedford.

Perto da Avenida Lafayette você encontra a banda da escola Bishop Loughlin Memorial, conhecida por animar corredores com o tema do filme ‘Rocky’, e o coral da Igreja Batista Emmanuel, de onde os fiéis saem dos cultos da manhã para embalar os maratonistas com seus cantos.

Na segunda metade do percurso, os corredores encontram outra explosão de som na Primeira Avenida, em Manhattan, entre as ruas 59 e 96. Perto da 59th Street, os maratonistas que acabaram de cruzar a silenciosa e desafiadora Ponte Queensboro são recebidos por uma cacofonia de gente gritando, soprando cornetas e batendo tambores.

Nesse ponto, as calçadas geralmente ficam entupidas (embora comecem a esvaziar à medida que a corrida sobe a cidade). Mas a energia é tão intensa que pode empurrar os corredores que estão começando a “bater no muro”.

FACILIDADES

A corrida serpenteia os bairros de muitos moradores da cidade. Se você é um deles, talvez seja uma boa ficar onde está. “Se a maratona passa pelo seu bairro, já é um ótimo lugar”, disse Capiraso. “Porque você conhece a região e as pessoas ao redor”.

O trajeto também conta com várias estações de metrô, um benefício para quem precisa se deslocar até os diversos pontos do percurso. A linha R corre sob a Quarta Avenida, no Brooklyn, o que facilita a vida de quem quer assistir ao trecho inicial, onde os corredores ainda estão cheios de entusiasmo.

As calçadas mais próximas às estações de metrô, no entanto, costumam ficar mais movimentadas. Então, se você estiver pensando em ver um corredor específico em um local específico, chegue com bastante tempo de antecedência para se posicionar.

Também vale a pena conferir com os corredores qual é seu horário de largada. Os primeiros atletas cruzam a linha de largada às 8h30, mas a última leva de corredores só começa a corrida depois das 11h. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU.

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