Osasco festeja os prêmios da Superliga

Menos de 12 horas depois da conquista da Superliga Feminina de Vôlei, na vitória por 3 a 1 sobre o MRV Minas, em Belo Horizonte, as garotas do Finasa/Osasco voltaram a se reunir nesta quinta-feira, no local em que tiveram suas maiores alegrias na temporada, o Ginásio Professor José Liberatti, em Osasco. Algumas jogadoras chegaram às lágrimas, de emoção, por causa de nove entre 11 prêmios individuais conquistados pela equipe. Paula Pequeno, titular da equipe até a sofrer uma delicada cirurgia no joelho esquerdo, proporcionou um momento de grande emoção no ginásio. A atacante, que se dedica no processo de recuperação com o objetivo de disputar a Olimpíada de Atenas, em agosto, chorou muito ao pendurar a medalha de campeã no pescoço. Outra que não conteve as lágrimas foi a líbero Verê, que recebeu os troféus de melhor líbero e recepção do torneio. "Quando comecei a temporada, eu era apenas uma aposta da comissão técnica. Por ser nova, vinda das categorias de base da equipe, eu tinha de provar meu valor. Fui conquistando a confiança do grupo jogo a jogo e esses prêmios são um reconhecimento muito importante do meu trabalho. Foi uma surpresa, não esperava os prêmios, de jeito nenhum", disse a jogadora de 21 anos. Aos 20 anos, a atacante Mari, maior pontuadora, melhor atacante e maior revelação da Superliga, falou como uma veterana. "Tenho ouvido e lido muita coisa nos últimos dias e sabia que poderia ganhar esses prêmios. Outro dia me disseram que sou a maior revelação do vôlei dos últimos cinco anos. Fico realmente muito feliz com tudo isso. Mas estou muito cansada depois destas finais tão difíceis." O técnico José Roberto Guimarães, eleito o melhor da competição, falou da Superliga, enquanto já começa se concentrar na seleção brasileira que disputará o Grand Prix, a partir de julho, e a Olimpíada, em agosto. "O torneio foi equilibrado e estressante, principalmente depois das quartas-de-final. Conseguimos uma grande campanha, ficando 20 partidas sem perder, mas as semifinais e finais foram difíceis ao extremo." O técnico deve convocar no início da próxima semana as oito jogadoras que completarão o grupo da seleção brasileira para o Grand Prix, a partir de julho. Seis jogadoras (Sassá, Fofão e Elisângela, do Rexona; Leila, do Brasil/Telecon; Carol e Waleska, do extinto Açúcar União/São Caetano) já treinam no SportVille, em Barueri, sob o comando do auxiliar técnico Cacá Bizzocchi. Em toda a competição, o Osasco perdeu apenas três partidas - duas para o Rexona na semifinal e uma para o Minas no playoff final. Foram 81 sets ganhos e apenas 23 perdidos. A equipe ficou 20 partidas invictas - ganhou as 18 da fase de classificação e as duas das quartas-de-final.

Agencia Estado,

29 de abril de 2004 | 18h19

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