Osasco não dá chance ao Vôlei Futuro : 3 a 0

No jogo remarcado por causa do acidente com time de Araçatuba, atual campeão se impõe e fica a uma vitória da final

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

Atual campeão da Superliga Feminina, o Sollys/Osasco não deu chances ao Vôlei Futuro, ontem, e está a apenas uma vitória de sua 10.ª decisão consecutiva. Apesar de dificuldades no início da partida, o time do técnico Luizomar de Moura soube equilibrar o duelo e impôs às garotas de Araçatuba a derrota por 3 a 0, parciais de 25/23, 25/18 e 25/18. A segunda partida da série melhor de três será no sábado, no interior paulista, às 10 horas. A Unilever, do Rio, já está na final.

O Vôlei Futuro sentiu os efeitos do acidente sofrido pela delegação na terça-feira da semana passada, data em que a partida inicial das semifinais deveria ter ocorrido. A caminho do Ginásio José Liberatti, o ônibus da equipe tombou e várias atletas se machucaram. O caso mais grave foi o da líbero Stacy Sykora, que sofreu traumatismo cranioencefálico e apenas anteontem deixou a UTI do Hospital Sírio-Libanês.

Todas as jogadoras entraram em quadra com o nome de Stacy estampado nas costas das camisas. Mas as marcas do acidente estavam no corpo das jogadoras, que apresentavam hematomas na pele e alguns curativos.

Joycinha, principal pontuadora da equipe no torneio, não conseguiu atuar como titular. A oposto sofre com a falta de mobilidade no pescoço, ainda dolorido por causa do acidente. Apesar de ter recebido oito pontos no braço esquerdo, a meio de rede Fabiana atuou durante os três sets. Além disso, foi a atleta que conseguiu mais acertos para o Vôlei Futuro, com 11 pontos.

Dificuldades. O Osasco começou o jogo em desvantagem, com as atletas do Vôlei Futuro mostrando força no bloqueio, neutralizando especialmente Jaqueline. As campeãs chegaram a ficar três pontos atrás, mas conseguiram superar as rivais no final do set. Passaram à frente no 22/21, com Natália, a maior pontuadora do jogo (13) e fechou o set em cima do erro das rivais.

"No primeiro set fomos muito mal, depois melhoramos. A gente começa sempre atrás, também aconteceu nas quartas, e depois nosso jogo se solta. Mas isso tem de parar de acontecer", disse a levantadora Carol Albuquerque, capitã do Osasco, chamando atenção para a partida de sábado. "Não vamos poder correr riscos no 2.º jogo. Vamos enfrentar um caldeirão. Hoje (ontem) elas entraram um pouco sem responsabilidade, ainda meio quebradas, e isso tirou a pressão."

Nos sets seguintes, o Osasco foi soberano, e não sofreu qualquer tipo de ameaça - tanto que fechou as duas etapas finais com sete pontos de diferença. Luizomar elogiou a atitude das atletas, que mudaram de postura após o primeiro tempo técnico, ainda no set inicial. "Nós sabíamos do algo a mais, do querer que existia do outro lado. Ninguém teve culpa do que aconteceu (sobre o acidente), mas tínhamos de nos nivelar também na vontade."

O Vôlei Futuro não comentou a partida. Jogadoras e comissão técnica estão proibidos de falar com a imprensa, por ordens da diretoria do clube.

Pelo 3º lugar

Vivo/Minas e Vôlei Futuro jogam hoje, às 12 horas, pelo bronze da Superliga Masculina, em Belo Horizonte. Os ingressos para a final Cruzeiro x Sesi, domingo, no Mineirinho, estão esgotados.

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