Osasco revela novo talentos no vôlei

A Finasa/Osasco lidera a Superliga Nacional Feminina de Vôlei e, a cada rodada, confirma que pode revelar novos talentos para o vôlei brasileiro. Aos 21 anos, elas tiveram a missão de substituir jogadoras experientes, como a atacante Bia e a líbero Arlene. Além de dar conta do recado, a ponta Marianne Steinbrecher, a Mari, e a líbero Veridiana Mostaço da Fonseca, a Verê, ainda ganharam destaque.Mari e Verê estarão no time-base do técnico José Roberto Guimarães para a segunda rodada do returno da Superliga, neste sábado, contra o Ecus Suzano, às 16 horas, no Ginásio Professor José Liberatti, em Osasco (com SporTV). O time tem dez vitórias em dez jogos.Para Zé Roberto, Mari é "um dos grandes potenciais do vôlei feminino", uma atacante longilínea - tem 1,89 m e braços longos - e muito versátil. "Bate bem a primeira bola, a segunda, de china. É eficiente em todos os fundamentos. Saca viagem, viajinha. Está sendo formada de um modo bem versátil", analisa o treinador, que acha que o nome de Mari será incluído numa futura convocação da seleção, da qual ele também é o técnico. "Começou jogando no meio, mas atua muito bem como oposta, na saída de rede, uma das posições de maior carência do vôlei brasileiro." Dentre as opostas "selecionáveis", Mari só perderia em altura para Raquel, que tem 1,91 m. Bia, tem 1,80 m; Leila, 1,78 m; e Elisângela, 1,84 m. "Falta experiência internacional, mas ela é alta, o que é muito interessante para o futuro do vôlei brasileiro."Mari, que começou a jogar vôlei aos 14 anos, na cidade paranaense de Rolândia, no ginásio da Prefeitura, por indicação médica, foi cortada na única vez em que chegou a uma seleção juvenil, mas acha que um dia terá chance de representar o Brasil. "Meu objetivo é estar sempre bem. Se conseguir, a seleção será uma conseqüência", afirma.A líbero Verê, de 1,79 m, campeã mundial juvenil em 2001, vive na Finasa um dos momentos mais esperados da carreira: ?subir de categoria e ser reconhecida", jogando ao lado de destaques como Fernanda Venturini, Érika, Valeskinha e Paula. Segundo Zé Roberto, Verê "sempre foi diferenciada em termos de responsabilidade. Vem das categorias de base e apostamos nela pelo que havia feito no passado. Está tirando de letra, se comportando muito bem".

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2004 | 19h51

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