Oscar é o mais novo 'queridinho' de Mano

Oscar é o mais novo 'queridinho' de Mano

Meia 'rouba' camisa 10 de Paulo Henrique Ganso e tem cada vez mais espaço na seleção

Mateus Silva Alves, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h04

SAINT ALBANS - A cada dia, a cada treino, a cada jogo, Oscar ganha mais espaço na seleção brasileira. Que ele "roubou" a camisa 10 de Paulo Henrique Ganso está claro desde a excursão pela Alemanha e pelos Estados Unidos, mas a reta final da preparação para os Jogos de Londres mostra que a confiança de Mano Menezes no jogador que o São Paulo revelou, mas não aproveitou, é total. Oscar virou um queridinho do treinador, como Ganso era no começo do trabalho do gaúcho na seleção.

Mano tem motivos para gostar de Oscar. Nos treinos, o garoto se esforça para aprimorar suas virtudes e corrigir suas falhas. E nos jogos, ele resolve. Mesmo sem ter um estilo tão exuberante quanto o de Ganso, o meia fez um ótimo papel nos cinco últimos jogos da seleção, com passes inteligentes, boa movimentação, briga constante pela bola e até gols, como o que marcou contra a Argentina. Seu futebol é simples, mas eficiente.

Ninguém melhor do que o próprio Oscar, aliás, para definir seu estilo. "Eu não sou um meia clássico", diz. "Sou um jogador mais moderno, com a preocupação de ajudar bastante na marcação. Tenho trabalhado muito nisso."

O treinador, como se vê, não tem muitos motivos para se preocupar com Oscar. Não futebolísticos, pelo menos. Talvez Mano se inquiete com a situação profissional de seu pupilo, que está fechando sua transferência do Internacional para o Chelsea. O contrato com o clube inglês será assinado na sexta-feira, dia seguinte ao da estreia nos Jogos Olímpicos, em Cardiff.

Se os jogadores tiverem algumas horas de folga na sexta, Oscar será liberado para se separar dos demais e ir ao encontro dos dirigentes do Chelsea para assinar o contrato. Do contrário, representantes do clube irão ao hotel da seleção em Manchester, local do segundo jogo, contra a Nova Zelândia. Tudo com a autorização da CBF, evidentemente.

É natural que o técnico se preocupe com a cabeça de Oscar, que no momento não tem a seleção como única preocupação. Mas o meia jura que não há qualquer motivo para temor. Com segurança, apesar de sua evidente timidez, ele diz que não vai deixar o "caso Chelsea" atrapalhar seu desempenho. "Eu estou tranquilo, é o meu jeito", comentou. "Já aconteceram muitas coisas comigo e eu sempre continuei jogando bem, então esse problema (a transferência para o clube inglês) não tem me atrapalhado em nada." / M.S.A.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.