Oscar foi o grande achado de Mano Menezes para a seleção brasileira neste ano

Meia do Chelsea encaixou certinho no esquema do time

Mateus Silva Alves, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2012 | 02h05

SÃO PAULO - A comparação entre o primeiro jogo da seleção em 2012, o amistoso contra a Bósnia-Herzegovina, em fevereiro, e a partida contra a Colômbia escancara a transformação pela qual o time brasileiro passou neste ano. Apenas quatro jogadores (Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Neymar) foram titulares nos dois jogos. Entre as novidades introduzidas por Mano Menezes na seleção nesta temporada, nenhuma foi tão brilhante quanto Oscar, o garoto que não precisou fazer muito alarde para virar dono da mítica camisa dez do Brasil.

Oscar estreou na seleção em 2011, mas foi neste ano que ele se tornou uma peça fundamental para o time brasileiro. No amistoso contra a Dinamarca, disputado na Alemanha, em maio, ele usou a camisa dez pela primeira vez e começou a fazer Mano esquecer Paulo Henrique Ganso.

Até então, o paraense revelado pelo Santos era a grande esperança do treinador (e de toda a torcida brasileira) para ser o maestro do meio de campo da seleção na Copa de 2014. Só que o agora são-paulino nunca conseguiu se livrar das lesões e isso abriu o caminho para Oscar, que se destacou muito nos amistosos de preparação para os Jogos Olímpicos e também se saiu bem no torneio de Londres. A transferência do Internacional para o Chelsea foi outra bola dentro do paulista de Americana, que rapidamente se tornou titular do campeão europeu e, com isso, ganhou ainda mais argumentos para se transformar em um jogador indiscutível na seleção.

Para tornar 2012 um ano ainda mais especial para Oscar, ele ganhou um "presente" de Mano: a companhia de Kaká, seu ídolo, no meio de campo do time brasileiro. Ignorado pelo gaúcho até os amistosos contra Iraque e Japão, no mês passado, o meia sem demora se tornou titular absoluto da seleção.

Contou muito a favor de Kaká o fato de ele nunca ter se queixado do "esquecimento" de Mano e, principalmente, o seu comportamento na volta à seleção. Mesmo sendo uma estrela mundial, o jogador revelado pelo São Paulo chegou discretamente, sem exigir protagonismo, e isso agradou bastante ao treinador, que passou a ver nele uma boa influência para os jogadores mais jovens, como Oscar e Neymar.

Ainda que seja reserva no Real Madrid, Kaká já é um dos homens de confiança de Mano, especialmente porque mostrou bom futebol nos três jogos que fez sob o comando do treinador.

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