Oscar ironiza a Supercopa: ''''É só um Paulistinha''''

Idealizador da agora inativa Nossa Liga, Oscar Schmidt vê com descrédito a Supercopa, torneio independente do basquete masculino que começa amanhã, com oito clubes paulistas. Ao Estado, o ex-jogador contou estar com "alergia" do esporte e ironizou a disputa paralela, organizada pela Associação dos Clubes de Basquete (ACB), chamando-a de "Paulistinha". Dizendo-se decepcionado, Oscar afirmou que não acompanha mais o basquete nacional. "Estou longe de tudo isso. Só sei de um Campeonato Paulista pequeno, de oito times. Tem time de fora? Não? Então é só um Paulistinha."Magoado com o esvaziamento da NLB, o primeiro movimento que tentava romper a dependência dos clubes em relação à Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Oscar acusa as próprias agremiações de não terem aproveitado a oportunidade proporcionada pela liga - foram dois campeonatos femininos e um masculino, entre 2005 e 2007. O ex-jogador foi o primeiro presidente da NLB - que continua constituída -, deixando o cargo em 2007."Muitas dessas pessoas não sabem o que querem. Eu só tive decepção, só perdi. Agora, não me meto mais. Tem muita gente que não merece meu esforço", atacou Oscar. "Eles tiveram nas mãos o que de melhor aconteceu no nosso esporte em todos os tempos: uma liga independente, criada por unanimidade, e funcionando. Muitos dos clubes que estão aí (na Supercopa) participaram da criação da NLB, mas deram para trás", reclamou.A referência de Oscar é clara: Franca, com posição de liderança na ACB, e o Paulistano participaram do projeto de criação da Nossa Liga mas não disputaram seu torneio. Ambos estão na Supercopa, assim como Assis, Araraquara e Limeira, que também eram na NLB. Cássio Roque, presidente da ACB e também da Winner/Limeira (campeão do único torneio masculino da NLB) afirma que o erro da liga foi forçar uma ruptura com a CBB. E acredita que a Supercopa é uma continuidade da Nossa Liga."Os ideais e a motivação (dos dois torneios) são os mesmos, mas não queremos disputa política e sim parceria com a CBB." Sobre as críticas de Oscar, Roque é diplomático. "Ele tem o direito de chamar o torneio de Paulistinha. Mas, no ano que vem, seis equipes de outros Estados estarão conosco."

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