Ouro de Daniele abre portas no esporte

Daniele Hypólito, que desembarca nesta terça-feira, no Rio, com a medalha de ouro ganha na trave, na primeira etapa da Copa do Mundo, em Cottbus, Alemanha, mostrou que os resultados do ano passado foram decisivos para sua carreira e a ginástica artística do Brasil. Mesmo com o pé machucado, durante o solo, Daniele "teve garra" suficiente, segundo disse, nesta segunda-feira, a técnica Georgette Vidor, para impressionar os árbitros "em uma trave perfeita". A ginasta foi representante do País na Copa, juntamente com Heine Araújo - antes disso, o Brasil só havia disputado uma única vez o torneio, em 1978, e mesmo assim porque foi sede de uma etapa. Os convites para a Copa são normalmente reservados a países finalistas no Mundial. "Antes do Mundial de Ghent não recebíamos convites. O mundo olha diferente para a ginástica do Brasil", observa Vicélia Florenzano, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica. Daniele, de 17 anos, conquistou o respeito dos árbitros, com a medalha de prata ganha no Mundial de Ghent, em novembro de 2001. Sua atuação na trave não foi prejudicada pelas más apresentações no solo e nas assimétricas. O Mundial de Ghent foi um marco divisor para a ginástica que, além do vice-campeonato de Daniele, teve o 5º lugar de Daiane dos Santos, no solo, e o Brasil a 11ª posição por equipe. Georgette Vidor acha que Daniele pode ir à final no solo e na trave, após as três etapas da Copa, na somatória de resultados, mas não nas barras e no salto sobre o cavalo - o Flamengo ainda não tem o novo cavalo, aparelho que custa US$ 2.800. O Brasil também foi convidado para ir à Ucrânia - viajaram, no domingo, as ginastas Mariana Oliveira e Camila Comin, e as juvenis Caroline Molinari e Ana Paula Rodrigues, estreantes em torneios internacionais.

Agencia Estado,

25 Março 2002 | 19h21

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