Ouro de Joice na luta faz Brasil fechar mais um dia à frente de Cuba

Na última disputa do dia em Toronto, já quase na madrugada de sexta-feira, o Brasil conseguiu ultrapassar Cuba para fechar a quinta-feira no terceiro lugar do quadro geral de medalhas nos Jogos Pan-Americanos. Afinal, a conquista de Joice Silva, na categoria até 58kg, veio exatamente sobre uma cubana.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

17 de julho de 2015 | 00h25

Assim, o Brasil não só ganhou sua primeira medalha de ouro na história da modalidade, como impediu Cuba de faturar a sua terceira dourada só na luta nesta quinta-feira. Os dois países seguem empatados em ouro (18), mas os brasileiros ficam ligeiramente à frente no número de medalhas de prata (15 a 14).

Para o Comitê Olímpico do Brasil (COB), mais importante que isso é o número total de medalhas. E o Brasil tem 61, contra 51 de Cuba. Só fica atrás de EUA e Canadá, que já se aproximam de 100.

O dia, entretanto, poderia ser melhor. Afinal, Thiago Pereira perdeu a medalha de ouro conquistada nos 400m medley ao ser desclassificado por uma virada irregular. Sem este pódio, foram só seis medalhas conquistadas ao longo do dia.

A outra de ouro veio nos 400m medley mesmo. Thiago foi desclassificado, mas seu herdeiro, Brandonn Pierry, de apenas 18 anos, ganhou o ouro de forma inesperada, com direito a recorde mundial júnior. Outras duas medalhas vieram na natação: prata no 4x200m livre feminino e bronze no 400m medley feminino. Havia alguma expectativa de medalhas nas provas de 100m borboleta, tanto no masculino quanto feminino, mas Daynara de Paula, Daiene Dias e Arthur Mendes Filho falharam.

No tênis feminino, Bia Haddad e Paula Gonçalves estrearam na semifinal e precisavam vencer um jogo em dois para ganhar medalha. Mas Bia se machucou e nem o bronze veio - as brasileiras deram W.O. No tiro esportivo também havia expectativa de medalhas, mas foi a Guatemala que brilhou, levando dois irmãos ao pódio.

A quinta-feira marcou o início das disputas do ciclismo de pista e o Brasil se deu bem. Ganhou bronze na prova de velocidade por equipes, no masculino, e quebrou dois tabus. Não ia ao pódio na pista desde 1995 e no ciclismo de forma geral desde 2007. O Canadá, porém, abocanhou duas de ouro. Os donos da casa também abocanharam uma de ouro e três de bronze no badminton e seis medalhas, nenhuma dourada, na natação.

Rival do Brasil no quadro de medalhas neste início de Pan, a Colômbia chegou à sua 17.ª medalha de ouro ao ganhar a chave de simples do tênis feminino. O México faturou apenas três medalhas no dia, nenhuma de prata, e ficou para trás na corrida.

A sexta-feira promete ser melhor para o Brasil. No Omnium (prova por pontos no ciclismo de pista), Gideoni Monteiro lidera após a realização de três disputas. No tiro, Cassio Rippel é o melhor brasileiro da modalidade e compete na pistola deitado. Vice-campeã mundial, Aline Silva tem uma estreia difícil, contra uma norte-americana, mas é candidatíssima à medalha na luta.

Mas é na natação que o Brasil tende a se destacar. Felipe Lima e Felipe França podem fazer dobradinha nos 100m peito, enquanto Bruno Fratus e Nicholas Santos têm os dois melhores tempos de balizamento dos 50m livre. Etiene Medeiros nada sua prova principal, os 50m costas.

CONFIRA AS PRIMEIRAS COLOCAÇÕES DO QUADRO DE MEDALHAS:

1.º Canadá - 38 de ouro, 36 de prata e 23 de bronze (97 total)

2.º Estados Unidos - 34 de ouro, 28 de prata e 34 de bronze (96 total)

3.º Brasil - 18 de ouro, 15 de prata e 28 de bronze (61 total)

4.º Cuba- 18 de ouro, 14 de prata e 19 de bronze (50 total)

5.º Colômbia - 17 de ouro, 7 de prata e 16 de bronze (40 total)

6.º México - 9 de ouro, 11 de prata e 22 de bronze (42 total)

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