Ouro dos 1.500 m é outra vez do Brasil

Hudson de Souza supera marca de Joaquim Cruz em Mar del Plata

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2026 | 00h00

O brasiliense Hudson de Souza deixou para trás um recorde de Joaquim Cruz para garantir o bicampeonato pan-americano nos 1.500 metros. Venceu a prova em 3min36s32, baixando em quase quatro segundos a melhor marca dos Jogos obtida por Cruz no Pan de Mar del Plata, 12 anos atrás.''''Na verdade, é o segundo recorde dele que eu quebro. Melhorei também o sul-americano'''', afirmou Hudson, referindo-se à marca de 3min33s25, conquistada em 2005. Aos 30 anos, Hudson entrou na pista do Estádio João Havelange com sapatilhas diferentes, uma branca e a outra vermelha com detalhes em verde e amarelo. ''''Era só para fazer uma graça'''', explica.Esse é o terceiro Pan do velocista, que estreou em Winnipeg/1999, com uma medalha de bronze. No Rio, planejava participar de outras duas provas, os 3 mil metros com obstáculos e os 5 mil metros (do qual foi campeão em Santo Domingo/2003). Mas uma lesão no tendão de Aquiles do pé direito fez Hudson repensar seus planos. ''''Tive que optar porque perdi muito tempo com a lesão.''''Recuperou-se pouco antes do Troféu Brasil, a tempo de se classificar para a prova preferida. Depois, viajou para a Suíça, onde se encontrou com o técnico Luiz Alberto de Oliveira, que havia treinado Joaquim Cruz. ''''Nesse último mês eu fiz uma preparação muito boa em Saint Moritz. Minha recuperação foi excelente e o Luiz Alberto me deu a maior força. Falou para eu ir com fé que ficaria entre os três primeiros.''''Reafirmando o que dizem muitos outros atletas, Hudson lamentou que a nota negativa do dia tenha ficado com a torcida. ''''Está um pouco esquisito esse negócio de vaia para os adversários. Eles estão aqui por méritos. Não queria que a galera os tratasse desse jeito.''''O tempo, contudo, deixou-o satisfeito. ''''Eu não esperava. O cubano (Surel Castillo, 10º colocado) acabou puxando, e como eu estava me sentindo muito bem, deixei tudo para a última volta.'''' Ele se prepara, agora, para o Mundial de Osaka, no Japão, onde acha que será mais difícil igualar o feito de Joaquim Cruz. '''' Os africanos e os europeus são bem mais fortes.''''

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.