Gaspar Nóbrega/Inovafoto
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Ouro em Santiago, judoca Jéssica Pereira brilha 'por acaso'

Antes apenas espectadora, atleta aderiu ao judô aos sete anos e nunca mais parou

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2014 | 05h08

SANTIAGO - Ganhadora da medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos, no Chile, a judoca Jéssica Pereira, da categoria meio leve, acabou nos tatames por acaso. A mãe, Imara, saiu de casa para matricular os três irmãos mais velhos da atleta, Osvaldo Anderson e Igor, nas aulas de natação de um projeto social do Rio e, sem vagas, colocou as crianças no judô. Sempre presente para assistir aos familiares, Jéssica foi convidada pelo professor a treinar quando tinha sete anos e nunca mais parou. A irmã caçula, Carolina, e um primo também aderiram ao esporte.

Na casa dos cinco judocas, a torcida e a expectativa eram grandes pelo desempenho de Jéssica na competição em Santiago. Ela conta que todos acordaram cedo e lhe telefonaram antes da luta. "Uma vitória minha é uma conquista da família inteira."0 Para ficar com a dourada, Jéssica superou a chilena Joselin Garrido, a venezuelana Vanherys Mendoza e a argentina Oritia Gonzalez.

Aos 19 anos, a brasileira deixou recentemente de competir como júnior e, no Chile, fez parte da equipe adulta pela segunda vez. A estreia foi no Grand Slam de Paris, onde acabou derrotada pela canadense Ecaterina Guica logo no início. Animada com a primeira medalha pela seleção principal, ela espera ganhar experiência e lutar cada vez melhor. No Rio, faz parte do Instituto Reação, do ex-judoca Flávio Canto, e valoriza as lições transmitidas pelo ídolo. "Ele é atencioso, passa muitas experiências para nós."

Moradora da Ilha do Governador, a judoca não hesita quando perguntada sobre o seu maior desejo no judô. "Meu sonho é permanecer na seleção e ir para a Olimpíada. Seria um sonho poder lutar em casa com toda a torcida a favor, seria tudo", compartilha.

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