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Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Ouro no handebol do Pan, seleção masculina do Brasil destaca superação

'Lutei até o final, não desisti em nenhum momento', diz goleiro Maik

NATHALIA GARCIA, Enviada Especial a Toronto, Estadão Conteúdo

26 de julho de 2015 | 10h25

O confronto entre Brasil e Argentina é um clássico de muita rivalidade em qualquer modalidade. No handebol, a seleção brasileira precisou da prorrogação para sair com o ouro dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. E três momentos deixaram a partida ainda mais eletrizante: as defesas de Maik, o erro da cobrança de 7 metros de Diogo Hubner e a expulsão de Thiagus Petrus no fim da segunda etapa do tempo extra.

O goleiro contou que usou as boas memórias do Pan do Rio, em 2007, para não deixar a vitória escapar neste sábado. "Eu lutei até o final, não desisti em nenhum minuto. Meus companheiros também não desistiram, foram aguerridos demais, defendendo e atacando. Foi muito emocionante ver", afirmou.

Maik também vê a ausência no Mundial de Handebol, em janeiro, como fundamental para o seu bom desempenho nos Jogos Pan-Americanos. "O corte serviu de motivação. Me dediquei um pouco mais nos treinos porque eu queria estar de volta, queria fazer história com o Brasil e nós conseguimos."

Já os jogadores de linha tiveram momentos bem mais delicados em quadra. Aliviado, Diogo disse que tirou um peso das costas com a conquista. "Foi o pior terror da minha vida dentro do esporte, errei uma cobrança de 7 metros que dava o título para a gente. Vinha cobrando bem durante toda a competição e no final da partida do tempo normal acabei falhando", contou.

Sem conseguir evitar a prorrogação, a equipe brasileira batalhou com o lema "coração quente, cabeça fria" em mente. No entanto, surgiu mais uma adversidade. Após levar a terceira punição de dois minutos e ser expulso, só restava a Thiagus confiar nos companheiros. "Foi um momento de superação, que todo mundo se multiplicou. Quando eu que eles (argentinos) não fizeram no primeiro ataque, pensei que a gente ia sair com o ouro."

Para o técnico Jordi Ribera, menos emocionado que os atletas, a conquista brasileira foi justa. "Merecemos ganhar o jogo. Erramos o último 7 metros no fim dos 60 minutos, acho que merecíamos ter ficado com a vitória nesse momento. Fomos para a prorrogação, mas a equipe conseguiu resolver todas as situações de jogo e no final deu certo", avaliou.

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