Wander Roberto/Divulgação
Wander Roberto/Divulgação

Ouro no tiro esportivo, Felipe Wu confessa nervosismo na final

Com apenas 23 anos, atleta agora quer focar nos Jogos Olimpícos

Estadão Conteúdo

12 de julho de 2015 | 19h41

O brasileiro Felipe Wu colocou seu nome na história do tiro esportivo brasileiro neste domingo ao conquistar a segunda medalha de ouro do País nos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, na pistola de ar 10 metros, e garantir uma vaga para o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio, a primeira da modalidade obtida em competição. E o brasileiro já está com a cabeça voltada para as Olimpíadas do próximo ano.

"Apenas a metade do meu trabalho foi realizado e, a partir de agora, meus pensamentos estarão voltados para muitos treinamentos, de forma a representar, da melhor forma possível, o Brasil em 2016", afirmou o atirador. Sobre a competição, Wu revela sua insegurança e a preparação para este momento.

"Foi difícil, eu estava bem nervoso tanto na qualificatória quanto na final", admitiu Felipe após faturar o ouro. "Mas eu treinei para isso, não posso falar que não estava preparado", completou.

A conquista é mais uma na trajetória que começou há cinco anos, com a prata nos Jogos da Juventude de Cingapura, em 2010. E ela é fruto da insistência de um atleta que divide os treinos no quintal de casa - onde precisa colocar o alvo a uma distância inferior à necessária, de apenas sete metros - e em um centro de tiro localizado a mais de 400 quilômetros de São Paulo, em Curitiba.

É para a capital paranaense que Felipe se dirige de ônibus todos os finais de semana. Lá, ele vê a namorada Rosana e treina em um centro de tiro do qual paga os custos do próprio bolso. "Saio na sexta-feira à noite e volto na madrugada de segunda. Chego em São Paulo às 5h da manhã e às 8h já tenho aula na faculdade", relata.

O esforço acabou sendo recompensado neste domingo, já que, além do ouro no Pan, ele fez a melhor marca da história da competição. "Acho que é um recorde difícil de ser batido", avalia Ricardo Brenck, diretor técnico de carabina e pistola da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE). O desempenho de Felipe, porém, era esperado. "Dentro da minha previsão, ele era um dos medalhistas de ouro em virtude do trabalho que a gente vem fazendo."

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